Cecília Meireles é considerada um dos maiores nomes da poesia em língua portuguesa. Ela é autora de dezenas de livros, alguns deles clássicos da literatura brasileira.

Vida

Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu em 7 de novembro de 1901, na cidade do Rio de Janeiro. Seu pai era Carlos Alberto de Carvalho Meireles, funcionário do Banco do Brasil. Sua mãe, a professora Matilde Benevides, nascida na ilha de São Miguel, nos Açores, em Portugal, imigrou ainda pequena para o Brasil.

Cecília não chegou a conhecer o pai, pois ele morreu três meses antes de ela nascer. A mãe de Cecília morreu quando ela tinha apenas três anos. A menina passou a viver com a avó materna, Jacinta Garcia Benevides, em uma pequena chácara no Rio de Janeiro.

Cecília gostava de estudar e era excelente aluna. Ao concluir o curso primário, recebeu uma medalha de ouro por ter completado os estudos com “distinção e louvor”. A medalha foi entregue pelo poeta Olavo Bilac, que na época era o inspetor das escolas do Rio de Janeiro.

Intelectual combativa e corajosa, com ideias humanistas e pacifistas, Cecília Meireles lutou por reformas educacionais no Brasil. Entre 1930 e 1933, ela foi responsável por uma página diária sobre o assunto no jornal carioca Diário de Notícias. Participou do grupo de educadores formado por Fernando de Azevedo e Anísio Teixeira, entre outros. Em 1932, esse grupo assinou o “Manifesto dos pioneiros da educação nova”. Foi também atuante na área do folclore e grande estudiosa de diferentes línguas, literaturas e filosofias.

A escritora teve três filhas de seu casamento com o artista plástico Fernando Correia Dias, nascido em Portugal. Ela ficou viúva em 1935 e casou-se uma segunda vez, em 1940, com o professor Heitor Grillo. Morreu com 63 anos, em 9 de novembro de 1964, no Rio de Janeiro.

Obra

Cecília Meireles estreou em 1919 com uma coletânea de sonetos, Espectros. Professora desde os 16 anos, publicou também livros para crianças: o primeiro, Criança, meu amor (1924), foi adotado no ensino público; o último, Ou isto ou aquilo (1964), traz os poemas “brincantes” que escreveu para seus netos. Em 1934, ela criou a primeira biblioteca para crianças do Brasil, o Centro Infantil, no Rio de Janeiro. Suas memórias de infância foram publicadas em 1939, sob o título Olhinhos de gato.

Seu livro Viagem foi premiado em 1938 pela Academia Brasileira de Letras. Outro livro, o Romanceiro da Inconfidência, considerado por muitos sua obra-prima, teve adaptações para o teatro e inspirou obras musicais, de artes plásticas e de cinema.

Além de escrever poesia, Cecília Meireles foi cronista, tradutora, ensaísta e dramaturga. Ela é associada à segunda fase do modernismo brasileiro, porém em sua obra também se encontram elementos de outras correntes, como o parnasianismo e o simbolismo. Sua poesia intimista concilia lirismo, espiritualidade e questionamentos filosóficos, tendo como temas frequentes o amor, a morte e o tempo. Isso pode ser visto em livros como Vaga música, Mar absoluto e O aeronauta.

Em 1965, a Academia Brasileira de Letras conferiu a Cecília Meireles o Prêmio Machado de Assis pelo conjunto da obra. Um dos principais auditórios de concertos do Rio de Janeiro leva o nome da escritora.

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