O Cerrado é o segundo maior bioma (conjunto de ecossistemas) do Brasil e se estende do litoral do Maranhão ao Centro-Oeste e ao sertão nordestino. O Cerrado ocupa todo o Distrito Federal (onde fica Brasília, a capital do Brasil), quase inteiramente os estados de Goiás e Tocantins e mais da metade de Mato Grosso do Sul, Maranhão e Minas Gerais. Além disso, está presente em mais seis estados.

O Cerrado é conhecido como a savana brasileira. Suas características são similares à paisagem seca da savana africana. Nesse tipo de bioma há poucas árvores e predomina a vegetação rasteira. De modo geral, a vegetação cresce sobre um solo raso, entre formações rochosas. São grandes extensões de terra cobertas por capim, árvores e arbustos retorcidos. As árvores conseguem sobreviver ao clima seco graças a suas enormes raízes que crescem abaixo do solo em busca de água. Algumas chegam a atingir 20 metros de profundidade. Além dessas plantas típicas, o Cerrado possui vegetação de campo e de mata. Nos vales dos rios há florestas com árvores que podem chegar a 15 metros de altura.

Flora

Entre as árvores nativas estão o ipê, a aroeira, a peroba-do-campo e o timbó, que tem madeira de lei, e as frutíferas cajueiro, goiabeira, mangabeira e guarirobeira. As flores são especiais. A caliandra, conhecida como “flor do Cerrado”, é muito original. Há várias outras flores diferentes, na aparência e no nome, como algodão-do-cerrado, ciganinha, flor do pequi, pali-palã e sempre-viva, além das orquídeas e bromélias. As plantas do Cerrado são utilizadas na produção de fibras, óleos, cortiça, artesanato, produtos medicinais e alimentos. Além disso, existem centenas de espécies com propriedades medicinais.

Fauna

No Cerrado encontra-se uma das maiores diversidades de animais do mundo. Há mais de 150 mil espécies, como a onça, o veado-campeiro, a ema, o sagui e as cobras cascavel, jiboia e jararaca. Muitos bichos estão ameaçados de extinção, como o lobo-guará, o cachorro-do-mato, o tamanduá-bandeira e o bugio. Entre as aves raras, encontram-se o tucano-rei, o urubu-rei, a perdiz, a arara-canindé, o pato-selvagem e o canário-da-terra.

Hidrografia e conservação

As três maiores bacias hidrográficas da América Latina recebem águas do Cerrado. São elas: a bacia dos rios Araguaia e Tocantins, a dos rios Paraná e Paraguai e a do rio São Francisco. O Cerrado possui uma grande rede de nascentes, córregos e rios de importância fundamental para a vida no Brasil.

Em Mato Grosso, a chapada dos Guimarães é uma das maiores atrações turísticas da região. Os 33 mil hectares do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães abrangem penhascos, grutas, rios e cachoeiras.

Em Mato Grosso do Sul, na região de Campo Grande, as terras planas servem de pasto para a criação de gado. Já em Mato Grosso, Tocantins, Piauí e Maranhão, o Cerrado tem sido devastado pelas plantações de soja. Na Bahia, essas plantações afetam as nascentes dos rios, porque há várias áreas de ocupação desordenada. Além disso, elas causam erosões e pragas e degradam o solo.

A serra da Canastra, em Minas Gerais, sofre na época da seca. Assim como boa parte do Cerrado de outros estados, o local já registrou inúmeras ocorrências de queimadas naturais e criminosas, provocadas pelo homem.

O Cerrado é o bioma mais ameaçado do mundo, pela criação de gado e pelas grandes plantações de soja e algodão. Dos seus mais de 2 milhões de quilômetros quadrados de vegetação nativa original, restam hoje apenas 20 por cento.

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