Ceuta é um enclave da Espanha na costa do Marrocos e se localiza na entrada mediterrânea do estreito de Gibraltar. Embora fique na África e seja fisicamente contígua ao Marrocos, é uma cidade autônoma administrada pela Espanha. Além de Ceuta, Melilla (também um enclave em território marroquino) e algumas ilhotas ao longo da costa do Marrocos constituem os territórios espanhóis do norte da África.

Com a construção de instalações portuárias modernas, Ceuta se tornou um centro militar, comercial e de transportes. Também ficou mais atrativa para populações africanas em busca de melhores oportunidades. Em 2006, como medida de contenção à entrada de imigrantes, foi duplamente cercada com arame farpado para proteger suas fronteiras. A guarda de fronteiras também foi reforçada; mesmo assim, é grande o número de pessoas vindas da África que tenta entrar a cada ano em Ceuta, burlando a vigilância.

Economia

A administração pública é a principal atividade econômica da cidade. A pesca, a desidratação e o processamento dos peixes são importantes fontes de renda, assim como a cervejaria, a metalurgia e o reparo de máquinas. O turismo está adquirindo crescente importância.

História

Colônia de Cartago, da Grécia, de Roma e do Império Bizantino, sucessivamente, foi durante o governo de Juliano, conde bizantino, que Ceuta tornou-se independente. Em razão da sua importância comercial, graças ao marfim, ao ouro e aos escravos, a cidade foi continuamente disputada por vários países, até ser conquistada pelos portugueses (1415).

Ceuta tornou-se, assim, a primeira colônia de Portugal, ou o primeiro território fora da Europa a ser ocupado pelos portugueses, dando início ao seu grande ciclo de navegações. Em 1580, Portugal passou a ser governado pelo rei espanhol e, assim, a Espanha se apossou de Ceuta. Em 1640, Portugal recobrou sua independência, mas a posse de Ceuta pela Espanha foi confirmada pouco depois, pelo Tratado de Lisboa (1688).

Quando irrompeu a Guerra Civil Espanhola (1936), o general Francisco Franco despachou tropas de Ceuta para a Espanha. Em 1995, o governo espanhol aprovou o estatuto de autonomia para Ceuta, substituindo o conselho da cidade por uma assembleia semelhante às das outras comunidades autônomas espanholas.

Cinco séculos de ocupação cristã espanhola deram ao lugar um aspecto mais europeu do que mouro. Apenas um terço da população é muçulmana. No entanto, o Marrocos reivindica a posse do território.

Ceuta tem uma população de 68.697 habitantes (estimativa de 2008).

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