Na Antiguidade, a cidade de Chichén Itzá era um centro cultural e religioso do povo maia. Hoje, suas ruínas são um grande sítio arqueológico, localizado na península de Yucatã, no sul do México. O nome da cidade vem em parte de dois grandes cenotes, ou poços, encontrados no local. Chi significa “bocas”, chen significa “poços”, e Itzá é o nome de uma tribo maia que lá se estabeleceu.

História

A cidade foi fundada em torno do século VI d.C. por indivíduos do povo maia que, acredita-se, eram provenientes das terras baixas da península de Yucatã. Por volta do ano 1000, a cidade foi invadida por estrangeiros. Supõe-se que esses invasores fossem falantes da língua maia, provenientes do México central e influenciados pelo povo tolteca. Os invasores fizeram de Chichén Itzá a sua capital e construíram diversas novas estruturas. Em algum momento da segunda metade do século XIII a cidade foi abandonada, porém para os maias ela continuou sendo um lugar sagrado. Em meados do século XIX, exploradores europeus descobriram o local. Desde então, arqueólogos têm trabalhado para revelar e estudar as muitas ruínas de Chichén Itzá.

As construções

Dentre os edifícios mais antigos, os principais foram construídos em um estilo arquitetônico conhecido como Puuc. Nesse estilo, as construções eram feitas de pedra calcária. As paredes externas geralmente eram lisas na metade inferior. Na metade superior, havia esculturas de padrões geométricos e representações de Chac, o deus da chuva. Estruturas nesse estilo incluem a Chichanchob (Casa Vermelha), a Iglesia (Igreja), a Casa de las Monjas (Convento) e o observatório El Caracol (O Caracol).

Os invasores que mais tarde chegaram a Chichén Itzá trouxeram consigo o estilo tolteca. Esse estilo era caracterizado por esculturas de cobras e caveiras, por gigantescas estátuas e por figuras peculiares chamadas Chac Mools. Em vez do deus da chuva Chac, os edifícios posteriores passaram a apresentar imagens de uma serpente emplumada chamada Quetzalcóatl (conhecida entre os maias como Kukulcán), um dos principais deuses da antiga América Central.

Um dos edifícios mais notáveis desse período é El Castillo (O Castelo), uma pirâmide com 24 metros de altura localizada na praça principal. El Castillo tem quatro lados, cada um com 91 degraus e cada um de frente para um ponto cardeal — norte, sul, leste e oeste. Incluindo o degrau localizado na plataforma do topo, há um total de 365 degraus, o número de dias no calendário solar. Em certos dias do ano, as sombras projetadas pelo pôr do Sol dão a impressão de que há uma serpente descendo pela escadaria. No topo da pirâmide, há um templo dedicado a Quetzalcóatl. Outros locais de destaque incluem um campo de bola (o maior da América Central), a Praça das Mil Colunas e o Templo dos Guerreiros.

Translate this page

Choose a language from the menu above to view a computer-translated version of this page. Please note: Text within images is not translated, some features may not work properly after translation, and the translation may not accurately convey the intended meaning. Britannica does not review the converted text.

After translating an article, all tools except font up/font down will be disabled. To re-enable the tools or to convert back to English, click "view original" on the Google Translate toolbar.