Claude Lévi-Strauss foi um antropólogo francês. Os antropólogos estudam o ser humano e a humanidade, considerando as diferentes culturas.

Vida e pesquisa

Lévi-Strauss nasceu no dia 28 de novembro de 1908, em Bruxelas, na Bélgica. Depois de estudar filosofia e direito na Universidade de Paris (1927-1932), foi dar aulas em uma escola secundária e começou a fazer parte do círculo intelectual do filósofo Jean-Paul Sartre.

Em 1934 veio para o Brasil, a fim de dar aulas de sociologia na recém-criada Universidade de São Paulo. Realizou pesquisas de campo com os índios brasileiros, principalmente em Mato Grosso, que lhe renderam conteúdo para vários textos. Ficou no país até 1937, quando voltou para a França.

Em 1941 foi para os Estados Unidos, como professor-visitante da Nova Escola de Pesquisa Social, na cidade de Nova York. Foi influenciado pelo trabalho do conhecido linguista Roman Jakobson. Em 1947, voltou para a França novamente. De 1950 a 1974, foi diretor acadêmico da École Pratique des Hautes Études, na Universidade de Paris, e em 1959 assumiu a cadeira de antropologia social no Collège de France.

Claude Lévi-Straus morreu em 30 de outubro de 2009, em Paris, na França.

Obras

Lévi-Strauss teve muitas obras publicadas. Seu primeiro trabalho de destaque, As estruturas elementares do parentesco, saiu em 1949.

Em 1955 publicou Tristes trópicos (1955), uma obra autobiográfica e científica sobre sua vivência no Brasil e o contato com os índios. É um de seus livros mais vendidos e, provavelmente, o mais famoso.

O tempo em que viveu nos Estados Unidos acabou rendendo conteúdo para O caminho das máscaras (em dois volumes, 1975). Nessa obra, Lévi-Strauss analisou a arte, a religião e a mitologia dos índios da costa noroeste da América do Norte.

Outro de seus livros mais conhecidos é O pensamento selvagem (1962). Em 1983, publicou uma coleção de ensaios, Olhar distanciado.

Lévi-Strauss considerava as culturas como sistemas de comunicação, e construiu modelos de estudo baseados nas teorias chamadas linguística estrutural, teoria da informação e cibernética para interpretar esses sistemas de comunicação. Por isso, é considerado um dos principais nomes do estruturalismo, uma corrente científica que analisa todos os sistemas culturais — como os laços de parentesco ou os sistemas de mitos, por exemplo — segundo as relações estruturais entre seus elementos.

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