Coimbra é uma cidade de Portugal, conhecida por sua rica história e patrimônio cultural, mas principalmente pela sua universidade, a mais antiga do país e uma das mais antigas da Europa. Coimbra fica numa colina no centro-norte de Portugal, na margem norte do rio Mondego. A cidade é sede de um munícipio com 319, 41 km2.

Locais de interesse

Coimbra está dividida em duas partes separadas pelo arco de Almedina: a cidade alta, que fica numa colina, é mais residencial; e a cidade baixa, mais plana, é o centro industrial e comercial. Alguns marcos notáveis em Coimbra incluem a Sé Velha, uma catedral românica do século XII; a Igreja de São Salvador (também do século XII); a nova catedral, iniciada em 1598; o Museu Machado de Castro, no antigo palácio episcopal, e restaurado em 1592; a igreja de Santa Cruz, construída no reinado de Afonso I e reconstruída em 1520; o Aqueduto de São Sebastião (1568-1570), reconstruído sobre fundações romanas; e o Mosteiro de Celas, do século XII. No lado norte do Mondego, ligado a Coimbra por uma ponte de pedra, fica o bairro de Santa Clara; dentro deste bairro estão os edifícios antigo e novo do convento de Santa Clara.

Universidade de Coimbra

Sem dúvida a instituição mais notável de Coimbra é sua universidade, a mais antiga de Portugal. Fundada em 1290 em Lisboa, finalmente se estabeleceu em Coimbra como a Universidade de Coimbra, em 1537. Durante o período colonial no Brasil, os brasileiros de posses deviam ir à Universidade de Coimbra para estudar direito e outros cursos. José Bonifácio de Andrada e Silva, o pai da independência do Brasil, estudou em Portugal quando jovem e passou sua carreira adulta como professor de metalurgia na Universidade de Coimbra, retornando ao Brasil só aos 56 anos.

A capela da universidade tem uma porta magnificamente esculpida. A biblioteca, ricamente decorada no estilo barroco, tem 1 milhão de volumes e 3.000 manuscritos, entre eles uma primeira edição do épico de Luís de Camões Os Lusíadas (1572). O museu da universidade possui uma rica coleção dedicada a diversos assuntos como química, física, etnografia e história natural, inclusive uma coleção de madeiras brasileiras. No século XVIII, o marquês de Pombal, ministro do rei José I, teve grande influência na reforma acadêmica da univerisdade, enfatizando o estudo das ciências.

Economia

Atualmente, as principais indústrias de Coimbra são a confecção de cerâmica, tecidos, cerveja, vinho, couro e papel. Coimbra fica ao longo da estrada de ferro e da auto-estrada entre Porto e Lisboa.

A agricultura se baseia no cultivo de grãos, azeitonas, arroz e frutas. A pesca também é uma atividade importante nas áreas circundantes. Se bem têm sido encontrados pequenos depósitos de petróleo, não têm sido explorados comercialmente. As barragens sobre o rio Mondego e seu afluente, o Alva, são uma importante fonte de energia hidrelétrica.

História

Coimbra foi um povoado importante antes de ser conquistada pelos romanos, que a chamaram Aeminio. Em 878, Aeminium, que era uma fortaleza moura, foi recapturada por um curto periodo por Afonso III de Astúrias e Leão e povoada por galegos do norte. Quando a sé da diocese de Conimbriga foi transferida para Aeminium, a cidade passou a se chamar Conimbriga, e com o tempo Coimbra. Capturada definitivamente por Fernando I de Castela em 1064, Coimbra foi por mais de um século a base da reconquista de Portugal dos mouros.

De 1139 até 1260, quando foi substituída por Lisboa, a cidade de Coimbra foi a capital de Portugal. Seis reis medievais — Sancho I e II, Afonso II e III, Pedro I, e Fernando I — nasceram lá. Ali também nasceu o poeta do século XVI Francisco de Sá de Miranda. Com o estabelecimento da universidade em 1537, a cidade ganhou importância econômica, política e cultural. No início do século XIX, Coimbra foi ocupada pelas tropas francesas de Napoleão até que em 1810 foi recuperada pelas tropas portuguesas. Na segunda metade do século XIX Coimbra passou por um periodo de modernizaçao. Sua população é de 143.396 habitantes (censo de 2011).

Translate this page

Choose a language from the menu above to view a computer-translated version of this page. Please note: Text within images is not translated, some features may not work properly after translation, and the translation may not accurately convey the intended meaning. Britannica does not review the converted text.

After translating an article, all tools except font up/font down will be disabled. To re-enable the tools or to convert back to English, click "view original" on the Google Translate toolbar.