A península da Coreia é um bloco de terra que se projeta da Ásia oriental pelo oceano Pacífico. A República Democrática Popular da Coreia, que chamamos de Coreia do Norte, situa-se na metade norte da península. A Coreia do Sul ocupa a metade sul. Os povos da Coreia do Norte e da Coreia do Sul têm em comum uma longa história e a mesma língua. Porém, os dois países têm sido inimigos desde o final da década de 1940. A capital da Coreia do Norte é Pyongyang. O país tem 24.852.000 habitantes (estimativa de 2014) e sua área é de 122.762 km2.

Geografia

A Coreia do Norte faz fronteira com a China e a Rússia, ao norte, e com a Coreia do Sul, ao sul. O mar do Japão (que, na Coreia, é chamado de mar do Leste), forma a costa oriental da Coreia do Norte. O mar Amarelo forma a costa ocidental.

Montanhas e vales cobrem a maior parte do território. O ponto mais alto do país, o monte Paektu, fica no nordeste. Os dois rios mais longos são o Yalu e o Tumen. Eles correm ao longo da fronteira com a China.

Os invernos na Coreia do Norte são longos, frios e nevados. Os verões são quentes e chuvosos. Tempestades tropicais chamadas tufões às vezes atingem o país na estação das chuvas.

Flora e fauna

Florestas de abetos, lariços e pinheiros crescem nas montanhas ao norte. Nas montanhas do sul, há florestas de carvalhos, pinheiros, olmos, faias e choupos.

Nas florestas vive um número pequeno de cervos, antílopes, cabras, tigres e leopardos. Muitas aves, como pombos-silvestres, garças e grous, vivem nos vales. Coelhos e outros mamíferos pequenos são comuns. Nos rios há muitas carpas e enguias.

População

Praticamente todo o povo da Coreia do Norte é formado de coreanos nativos. Um pequeno número de chineses também vive no país. O idioma de quase toda a população é o coreano. Mais da metade dos habitantes vive nos centros urbanos.

A maioria dos norte-coreanos não pratica religião alguma. Grupos menores de pessoas seguem as crenças tradicionais coreanas ou uma religião chamada chondogyo, que combina budismo, cristianismo e confucionismo (ensinamentos chineses antigos).

Economia

O governo norte-coreano controla a economia. Muitas pessoas trabalham em fábricas ou em fazendas. As fábricas produzem ferro e aço, produtos químicos, maquinaria, produtos alimentícios, roupas e outras mercadorias.

Os fazendeiros norte-coreanos produzem principalmente arroz. Outras culturas importantes são batata, milho, repolho e soja. Peixes e porcos são também alimentos importantes. Todavia, a Coreia do Norte não produz alimentos suficientes para nutrir seu povo. Centenas de milhares de pessoas morreram de fome no final da década de 1990.

História

Existem evidências arqueológicas de que a península da Coreia já era habitada 500 mil anos atrás, durante o período Paleolítico. Bem mais tarde, durante o período Neolítico, habitantes da Manchúria e da Sibéria migraram para a Coreia. Essas pessoas são os ancestrais da etnia coreana, e foi com elas que se desenvolveu o idioma coreano.

O antigo reino de Choson foi fundado por volta do século IV a.C., no noroeste. Em 108 a.C., Choson foi conquistado pelos chineses.

Os três reinos

Três reinos então se formaram: Koguryo, no norte; Paekche, no sudoeste; e Silla, no sudeste. Lendas coreanas dizem que esses reinos foram fundados no século I d.C., porém seu desenvolvimento se deu ao longo dos séculos seguintes.

Os três reinos lutavam com frequência uns contra os outros. No século VII, Silla uniu forças com a China, conquistando Paekche em 660 e Koguryo em 668. A maior parte da Coreia ficou então sob o domínio de Silla.

Seguiu-se um período de paz. Essa época foi marcada por grandes realizações em áreas como astronomia, medicina, fundição de metal, escultura e tecelagem. Silla e a China eram importantes parceiros comerciais.

Períodos Koryo e Choson

No século IX, Silla perdeu o controle sobre partes da Coreia. Em 936, formou-se o reino de Koryo. A dinastia Koryo governou a península coreana até 1392. Sua capital localizava-se onde hoje é Kaesong, na Coreia do Norte. Foi durante esse período que a região começou a formar suas próprias tradições culturais, diferentes das do resto da Ásia oriental.

A dinastia Koryo chegou ao fim em 1392, sendo substituída pela dinastia Choson. A capital do reino Choson ficava onde hoje é Seul, na Coreia do Sul.

Divisão em Coreia do Norte e Coreia do Sul

A dinastia Choson chegou ao fim em 1910, quando, após vários conflitos, a Coreia acabou sendo anexada pelo Japão. Os japoneses transformaram a Coreia em sua colônia e trouxeram costumes modernos, mas impuseram diversas medidas injustas e privaram os coreanos de muitos direitos. O Japão perdeu o domínio da Coreia durante a Segunda Guerra Mundial. Próximo ao fim da guerra, em 1945, a União Soviética tomou a parte norte do país. Os Estados Unidos enviaram suas forças para o sul.

A Coreia do Norte tornou-se um país independente em 1948, um mês depois da Coreia do Sul. Assim como a União Soviética, a Coreia do Norte adotou a forma de governo comunista.

A Guerra da Coreia

Em 1950, começou a Guerra da Coreia. Os Estados Unidos e outros países enviaram exércitos para ajudar a Coreia do Sul. A China apoiou a Coreia do Norte.

Cerca de 1.800.000 coreanos morreram durante a Guerra da Coreia, que terminou em 1953 com a península ainda dividida. Desde então, as fronteiras de ambos os lados são guardadas por exércitos.

A Coreia do Norte após a guerra

O governo liderado por Kim Il-sung foi extremamente rígido. Muitos países o acusaram de apoiar o terrorismo. Quando Kim Il-sung morreu, em 1994, seu filho Kim Jong-il tomou o poder.

Em 2000, os líderes da Coreia do Norte e da Coreia do Sul reuniram-se pela primeira vez. Eles concordaram em buscar uma solução que levasse a uma Coreia pacífica e reunificada. Em 2002, porém, descobriu-se que a Coreia do Norte estava tentando construir armas nucleares.

Kim Jong-il morreu em 17 de dezembro de 2011 e foi sucedido por seu filho, Kim Jong-un. Em 2013, a Coreia do Norte voltou a atemorizar a Coreia do Sul, ameaçando atacar o país vizinho com mísseis. O programa nuclear da Coreia do Norte continua a ser motivo de preocupação para a comunidade internacional.

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