O militar e político Manuel Deodoro da Fonseca foi o primeiro presidente do Brasil. Foi ele que fez a proclamação da República no dia 15 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro, finalizando um processo político que envolveu militares, políticos e intelectuais mobilizados em torno do fim da monarquia no país.

Infância e estudos

Deodoro da Fonseca nasceu no dia 5 de agosto de 1827, na cidade de Alagoas, atual Marechal Deodoro, no estado de Alagoas. Filho de militar, seguiu os caminhos do pai e foi cursar a Escola Militar. Quando tinha apenas 21 anos, foi combater os rebeldes da Revolução Praieira em Pernambuco, que se insurgiam contra o regime do imperador dom Pedro II.

Deodoro lutou em muitas outras batalhas e começou a se destacar como militar, recebendo homenagens por atos de bravura até tornar-se marechal-de-campo. Esteve presente no cerco a Montevidéu, em 1864, e nas batalhas em defesa da província de Mato Grosso no início da Guerra do Paraguai, em 1865. Tornou-se um dos mais importantes oficiais do Império.

Proclamação da República

Suas ideias, no entanto, o colocavam em desacordo com o regime monarquista. Naquele tempo, já existia a vontade de tornar o Brasil um país republicano. Pequenos movimentos pipocavam no Rio e em outras províncias. O ambiente social também se mostrava favorável a mudanças, pois muitas pessoas estavam descontentes com a monarquia, entre elas religiosos e cafeicultores.

Foi nesse ambiente que coube a Deodoro da Fonseca proclamar a República. O novo regime foi estabelecido e Deodoro foi colocado no comando do país, por intermédio de um governo provisório. Seu vice-presidente era outro marechal, Floriano Peixoto.

Governo Provisório

Durante o Governo Provisório, o marechal Deodoro conseguiu realizar mudanças importantes no país. Separou o Estado da Igreja e criou legalmente o casamento civil. Por outro lado, estabeleceu a censura à imprensa e fez uma reforma tributária e bancária que não deu certo, causando uma crise financeira que ficou conhecida como “encilhamento”.

Em 15 de novembro de 1890, no Rio de Janeiro, o Congresso Constituinte reconheceu o Governo Provisório até a promulgação da Constituição. Ela finalmente ocorreu em 24 de fevereiro de 1891.

Eleição e renúncia

No dia seguinte à promulgação da Constituição, Deodoro da Fonseca disputou eleições com quatro candidatos (Prudente de Morais, Floriano Peixoto, Joaquim Saldanha Marinho e José Higino Duarte Pereira) e venceu, tornando-se presidente.

Exerceu durante alguns meses a presidência da República, sofrendo desgastes e ataques. Não tinha apoio popular nem político por causa da crise econômica. Como reação aos atos que tentavam lhe impor menos poder, dissolveu o Congresso, aumentou a censura e, finalmente, decretou estado de sítio.

Foi forçado a renunciar à presidência no dia 23 de novembro de 1891, passando o cargo ao vice-presidente Floriano Peixoto, com quem tinha disputado as eleições para presidente, sendo o segundo mais votado. Morreu no dia 25 de agosto de 1892, no Rio de Janeiro.

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