A República Árabe do Egito é um país que fica na extremidade nordeste da África. O Egito antigo foi uma das civilizações mais importantes do mundo. Atualmente o país tem papel fundamental na política do Oriente Médio. A capital do Egito é a cidade do Cairo. O país tem 86.730.000 habitantes (estimativa de 2014) e sua área é de 996.603 km2.

Geografia

O Egito tem fronteira com a Líbia, o Sudão, Israel e o território palestino da Faixa de Gaza. A costa setentrional do país é banhada pelo mar Mediterrâneo, e a oriental, pelo mar Vermelho. O rio Nilo corre para o norte e deságua no Mediterrâneo, mas antes se abre no delta do Nilo, uma área triangular na foz do rio.

O Nilo divide o Egito em dois desertos, o Ocidental e o Oriental. O deserto Ocidental é baixo e quase inteiramente plano. O deserto Oriental tem colinas e montanhas no sudeste. No nordeste fica a península do Sinai, a única ponte terrestre entre a África e a Ásia. O Canal de Suez separa o Sinai do resto do Egito.

O Egito tem basicamente duas estações: invernos frescos e amenos e verões quentes. O clima é muito seco e ensolarado.

Flora e fauna

O deserto Ocidental tem poucas plantas. O deserto Oriental e o Sinai têm arbustos espinhosos, pequenas plantas do deserto e ervas. A acácia é uma das poucas árvores nativas. Perto do Nilo há tamareiras e muitas plantas aquáticas, como o junco e as gramíneas.

Entre os animais selvagens do Egito estão as cabras e os carneiros monteses, as gazelas, minúsculas raposas-do-deserto, chacais e mangustos. Roedores, insetos, lagartos e cobras também são comuns. Muitos tipos de pássaros vivem no Egito durante todo o ano ou passam por lá em suas migrações.

População

A maioria dos egípcios descende dos camitas do Egito antigo e dos árabes que migraram para a região séculos atrás. Entre os outros grupos estão os núbios, os ciganos, os armênios e os gregos. A língua oficial é o árabe, e o islamismo é a religião oficial. Cerca de 15 por cento dos egípcios são cristãos, a maioria deles da Igreja Ortodoxa Copta. O Egito também tem uma pequena comunidade judaica. Quase todos os egípcios vivem no vale e no delta do Nilo. Mais da metade dos habitantes mora na área rural.

Economia

A mineração e a manufatura são importantes na economia egípcia. O país tem petróleo e gás natural. Produz óleo cru valioso, artigos de algodão, alimentos processados, produtos químicos, ferro e aço.

Cerca de um quarto dos trabalhadores são agricultores. A maior parte da renda agrícola do Egito provém do algodão e do arroz, que são vendidos para outros países. Entre as outras culturas destacam-se a cana-de-açúcar, o milho, o tomate, o trigo, a batata, a laranja, a tâmara e a uva.

História

Reis e rainhas nativos governaram o Egito antigo durante a maior parte dos seus primeiros 2.500 anos, de 2925 a.C a 332 a.C. Em 332 a.C., Alexandre, o Grande, rei da Macedônia, invadiu o Egito. Os macedônios dominaram o Egito até o ano 30 a.C., quando o país foi conquistado pelos romanos. (Para outras informações sobre a história antiga do Egito, veja antigo Egito.)

Os árabes conquistaram o Egito no ano 642 d.C. Em poucos séculos o país se transformou num estado árabe. Pouco a pouco o povo foi abandonando o cristianismo para tornar-se muçulmano.

Domínio otomano e controle britânico

Em 1517, o Império Otomano, dos turcos, conquistou o Egito. O futuro imperador Napoleão I da França invadiu o país em 1798, mas os otomanos logo voltaram a dominá-lo. Muhammad ʿAli, oficial do exército otomano, tornou-se governante do Egito em 1805 e introduziu muitas reformas a fim de modernizar o país. Membros da família de ʿAli governaram o Egito por mais de cem anos.

Em meados do século XIX, o Egito deu a uma companhia francesa a permissão de construir o Canal de Suez. A construção teve início em 1859 e terminou em 1869. Tropas britânicas ocuparam o país em 1882, e em 1914 o Egito se tornou um protetorado britânico, ou estado dependente da Grã-Bretanha.

Independência

Em 1922 o Egito conquistou a independência. Na década de 1940, ajudou a fundar a Liga Árabe, uma união de vários países árabes. A liga envolveu-se nas disputas cada vez mais acirradas entre árabes e judeus na vizinha Palestina. Em 1948, depois que parte da Palestina se tornou Israel, o Egito e seus aliados árabes atacaram Israel, mas foram derrotados.

Um grupo militar derrubou o rei do Egito em 1952. Gamal Abdel Nasser tornou-se então governante — fazia mais de 2 mil anos que o Egito não era governado por alguém nascido no país. Em 1953, o Egito proclamou a república. Nasser queria que o país liderasse o mundo árabe. Durante esse período, as tensões entre Egito e Israel aumentaram. Anwar el-Sadat tornou-se presidente em 1970. O Egito teve outra guerra breve com Israel, mas em 1978 Sadat se encontrou, nos Estados Unidos, com o primeiro-ministro israelense Menachem Begin. A reunião levou a um tratado de paz histórico entre Egito e Israel, assinado em 1979. Esse tratado contrariou a maioria dos países árabes, e radicais muçulmanos assassinaram Sadat em 1981. Seu vice-presidente, Hosni Mubarak, assumiu a presidência.

No início, Mubarak teve o apoio tanto nacional como internacional. Ele manteve o compromisso de trabalhar pela paz no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, também melhorou, lentamente, a economia e as relações com outros estados árabes. Porém, Mubarak governou com severidade. Ele permaneceu no poder por muitos anos e foi pouco tolerante à oposição ao seu governo. A economia sofreu devido a essa política, e uma grande parte da população estava descontente com as condições do país.

Em janeiro de 2011, protestos na Tunísia, país vizinho do Egito, forçaram a saída do presidente. Dias depois, milhares de egípcios se reuniram no Cairo para protestar contra seu próprio presidente. Em fevereiro de 2011, depois de duas semanas de manifestações, Mubarak entregou o governo a um grupo de líderes militares.

Em 2012, os egípcios elegeram Mohammed Morsi como presidente. Morsi tinha muitos adeptos, especialmente os muçulmanos conservadores. Outros, incluindo muitos cristãos e pessoas não religiosas, estavam descontentes com o novo governo. Em meados de 2013, grandes manifestações levaram os militares a tirar Morsi do poder. Em seguida, os partidários de Morsi realizaram seus próprios protestos. As forças militares mataram centenas de manifestantes durante os meses seguintes, aumentando a instabilidade política do país. Em maio de 2014, novas eleições foram realizadas e Abdel Fattah al-Sisi foi eleito presidente.

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