Eliseu Visconti é visto como o primeiro pintor brasileiro criativo, antes do movimento modernista iniciado em 1922. Ponte entre a velha arte acadêmica e a nova arte moderna, ele também é considerado como o único representante expressivo da arte impressionista no Brasil.

Eliseu d’Angelo Visconti nasceu em 30 de julho de 1866, na Vila Santa Caterina, em Giffoni Valle Piana, no sul da Itália. Era filho de Gabriele d’Angelo Visconti e de Christina Visconti.

Aos 7 anos, veio para o Brasil e, aos 17, ingressou no Liceu de Artes e Ofícios, no Rio de Janeiro, e teve aulas com o pintor Vítor Meireles. Por sugestão do imperador, dom Pedro II, ingressou na Academia Imperial de Belas-Artes.

Nos novos tempos republicanos, iniciados em 15 de novembro de 1889, Visconti, sempre bem-sucedido — algo raro nas artes —, conquistou o prêmio de viagem da Escola Nacional de Belas-Artes e partiu para Paris, em 1893. Na capital francesa, aperfeiçoou sua formação artística na Academia de Belas-Artes e na Escola Guérin, onde Eugène Grasset lhe ensinou a chamada “arte nova” (art nouveau).

Os sete anos na Europa permitiram-lhe assimilar diversas manifestações artísticas, em um impressionismo pessoal, bem brasileiro. Ele exprime as luzes tropicais, criando novas atmosferas luminosas e transparentes.

Visconti voltou ao Brasil ao lado de Louise Palombe, companheira de toda a vida, e realizou a sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro, em 1901, inaugurando o design brasileiro em cerâmicas com figuras femininas que exprimem o art nouveau. Também criou as decorações do Teatro Municipal, no Rio de Janeiro.

Sua pintura criadora também abriu caminhos aos modernistas. Em sua última fase — o Período de Teresópolis, iniciado em 1931 —, Visconti continuou a se renovar, em busca de novos climas, luzes e cores. Morreu na cidade do Rio de Janeiro, em 15 de outubro de 1944.

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