Euclides da Cunha foi um escritor, jornalista, historiador, geógrafo, poeta e engenheiro brasileiro. Ficou famoso por ter escrito Os sertões, uma das obras-primas da literatura brasileira.

Euclides Rodrigues da Cunha nasceu em Cantagalo, no estado do Rio de Janeiro, no dia 20 de janeiro de 1866. Aluno da Escola Militar da Praia Vermelha, foi influenciado pelas ideias positivistas, de oposição à monarquia, de Benjamin Constant, professor da escola. Acabou sendo expulso da escola porque, durante uma comemoração, atirou sua espada, como protesto, aos pés do ministro da Guerra Tomás Coelho.

Mudou-se para São Paulo, onde foi trabalhar no jornal A Província de S. Paulo (atual O Estado de S. Paulo). Após a proclamação da República voltou ao Exército, no qual se formou engenheiro militar. Não deixou, porém, de colaborar na imprensa. Em 1895 deixou o Exército e assumiu o cargo de superintendente de obras do estado de São Paulo.

Uma reportagem sobre Canudos

Em 1897, após escrever dois artigos sobre a Guerra de Canudos, que se dava no nordeste da Bahia, Euclides da Cunha foi enviado pelo jornal O Estado de S. Paulo à região para cobrir os fatos. Na volta, marcado pela violência da luta, além das reportagens escreveu o livro Os sertões, enquanto comandava a reconstrução de uma ponte em São José do Rio Pardo, no interior do estado de São Paulo.

A publicação da obra tornou-o famoso e lhe garantiu vaga na Academia Brasileira de Letras (a cadeira número 7) e no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Consta que a primeira edição do livro foi paga pelo escritor e custou mais do que seu salário mensal. Dividida em três partes — “A Terra”, “O Homem” e “A Luta” —, a obra não só narra os fatos acontecidos durante as quatro expedições militares enviadas contra o arraial liderado por Antônio Conselheiro, como descreve minuciosamente as características físicas da região, a vida e os costumes do sertanejo. “O sertanejo é, antes de tudo, um forte” é uma frase do livro sempre repetida quando o assunto é o sertão brasileiro.

Em 1904, Euclides da Cunha foi nomeado chefe da comissão mista brasileiro-peruana de reconhecimento do Alto Purus, que coordenou a demarcação de limites entre o Brasil e o Peru. Sobre essa experiência escreveu À margem da história e o ensaio “Peru versus Bolívia”, publicado em 1907. Cansado das andanças pelo interior do país, em 1909 prestou concurso e assumiu a cadeira de lógica do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro.

Final trágico

Euclides da Cunha casou-se em 1890 com Ana Emília Ribeiro, filha do major republicano Sólon Ribeiro, que entregara ao imperador Pedro II, em mãos, a intimação para que abandonasse imediatamente o Brasil quando da proclamação da República. Em 15 de agosto de 1909, Euclides foi morto pelo amante de sua mulher, o jovem tenente Dilermando de Assis, na cidade do Rio de Janeiro. O tenente foi julgado pela justiça militar e absolvido, mas até hoje permanece a polêmica em torno do acontecimento.

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