O arquipélago de Fernando de Noronha está localizado no oceano Atlântico, a 360 quilômetros de Natal (no estado do Rio Grande do Norte) e 545 quilômetros de Recife (em Pernambuco). Possui 21 ilhas e, administrativamente, faz parte do território do estado de Pernambuco, do qual é um distrito estadual.

A ilha de Fernando de Noronha é a maior e a única habitada do arquipélago. Vivem ali 2.630 pessoas (censo de 2010). Para atender a essa população, há escolas, energia elétrica e abastecimento de água, entre outros serviços. Chega-se à ilha de avião ou de barco.

Fauna e flora

Considerada pela UNESCO patrimônio natural da humanidade, Fernando de Noronha é rodeada de águas cristalinas e azuis que formam dezenas de piscinas naturais. Sua temperatura média é de 28°C. Oitenta e cinco por cento de seu território faz parte de um parque estadual marinho. O restante é considerado área de proteção ambiental, e é onde estão localizadas as casas e as outras edificações.

A fauna é riquíssima, com algumas espécies endêmicas, isto é, que só existem na ilha. Dentre as cerca de 250 espécies de peixes que passeiam por ali, destacam-se o sargentinho, a cororoca, o budião e o frade, além da arraia, da moreia e de várias espécies de cação. Muitas pessoas buscam a ilha para fazer mergulho por causa da variedade de animais marinhos.

Mas as maiores atrações ainda são os golfinhos-rotadores, que aparecem de manhã na baía dos Golfinhos, e a desova e o posterior nascimento dos filhotes de tartaruga-aruana (Chelonia midas), que se lançam ao mar pela primeira vez depois de sair dos ovos incubados durante cinquenta dias. As tartarugas-de-pente também são avistadas na área, pois costumam passar pelo arquipélago para se alimentar.

As atrações não se restringem ao mar. Fernando de Noronha abriga as maiores colônias reprodutivas de aves marinas entre as ilhas do Atlântico Sul Tropical. O pássaro sebito (Vireo gacilirostris), no entanto, é endêmico, assim como a cobra-de-duas-cabeças (Amphisbaena ridleyana).

A vegetação da ilha está dividida praticamente em três tipos: mata seca (com árvores e arbustos), mangue e trepadeiras. Entre as espécies endêmicas encontram-se a gameleira (Ficus noronhae) e a burra-leiteira (Sapium sceleratum).

Para proteger tamanha riqueza de fauna e flora, foram criadas muitas regras para os visitantes e os moradores da ilha. A entrada de visitantes é controlada. O turista deve pagar uma taxa de preservação adiantadamente. Em algumas praias é proibido o uso de protetor solar, para não contaminar a água, assim como o uso de nadadeiras, para não danar os recifes de corais. Alguns passeios são acompanhados por monitores e seguem regras severas para não afetar o meio ambiente.

História

A primeira notícia oficial que se teve de Fernando de Noronha está numa carta do navegador Américo Vespúcio, que descreveu a ilha como um paraíso. Ele buscou abrigo ali depois que seu barco naufragou, em 1503. Em 1504, a ilha foi doada pelo rei português a Fernão de Loronha, mas ele nunca veio tomar posse dela. Do nome de Fernão de Loronha derivou-se o do arquipélago, Fernando de Noronha.

Durante os anos seguintes, Fernando de Noronha esteve nas mãos de holandeses e, depois, de franceses. Em 1737, os portugueses a ocuparam e nela construíram dez fortificações para protegê-la. Uma delas é a Fortaleza Nossa Senhora dos Remédios, que pode ser visitada ainda hoje.

Nos séculos seguintes, a ilha abrigou presos políticos e serviu de base de apoio militar para os Estados Unidos em tempos de guerra.

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