A Festa do Divino é uma comemoração popular de rua, tipicamente folclórica. Esta celebracão é uma manifestação espontânea e tem aceitação coletiva. A mesma festeja um evento cultuado pela Igreja Católica, o Pentecostes, que é a descida do Espírito Santo na forma de línguas de fogo sobre os apóstolos. Com isso, acreditam os cristãos que eles começaram a falar todas as línguas dos povos a que dirigiam sua pregação em nome de Jesus. O domingo de Pentecostes é uma comemoração com data móvel, pois acontece cinquenta dias depois do domingo da Páscoa. A Festa do Divino é feita no mesmo dia.

A festa teve origem no arquipélago dos Açores, em Portugal, porque o povo local tinha muita fé no Espírito Santo, cuja proteção invocava sempre que ocorriam catástrofes naturais. A Festa do Divino foi trazida pelos açorianos para o Brasil, no século XVI, e também acompanhou os açorianos que emigraram para os Estados Unidos, o Canadá e o continente africano.

O culto ao Espírito Santo é muito forte no Centro-Oeste do Brasil. No estado de Goiás, no município de Pirenópolis, acontece uma das maiores comemorações do Divino Espírito Santo, com apresentação de cavalhada. Outras cidades em que essa festividade é famosa são: Alcântara, no Maranhão; Parati, no Rio de Janeiro; São Luís do Paraitinga, Mogi das Cruzes e Tietê, todas em São Paulo.

A Festa do Divino foi sofrendo pequenas variações, com o tempo e o lugar, mas um dos momentos mais esperados pelo povo que assiste a ela é o que representa a coroação do imperador. A pomba branca, que representa o Divino Espírito Santo, é o principal símbolo da festividade.

A festa é precedida por uma novena — reza que se repete por nove dias — feita pelos fiéis. Ela termina com a Folia do Divino, quando pequenos grupos paramentados vão às casas das pessoas pedindo donativos para a realização da festa. Outras manifestações populares se integram à Festa do Divino, como apresentações de cavalhada, congada e danças como cururu, fandango e jongo.

Translate this page

Choose a language from the menu above to view a computer-translated version of this page. Please note: Text within images is not translated, some features may not work properly after translation, and the translation may not accurately convey the intended meaning. Britannica does not review the converted text.

After translating an article, all tools except font up/font down will be disabled. To re-enable the tools or to convert back to English, click "view original" on the Google Translate toolbar.