Florianópolis é a capital do estado de Santa Catarina, que está localizado na região Sul do Brasil.

A cidade ocupa todo o território da ilha de Santa Catarina e uma pequena porção litorânea do continente. A ligação entre a área continental e a insular é feita por três pontes. A mais antiga de todas, a Hercílio Luz, que é a maior ponte pênsil no Brasil, foi tombada como patrimônio histórico e está em processo de recuperação para que passe, novamente, a receber tráfego. Ela é um dos cartões-postais da cidade.

Geografia

A ilha de Santa Catarina tem cerca de 54 quilômetros de extensão e 18 de largura. Os muitos recortes do litoral favoreceram o surgimento de praias (cerca de cem), sendo as do sul menos povoadas que as do norte.

O relevo é composto de cadeias de montanhas e planícies. Na região oeste destacam-se as cadeias de dunas originadas pela ação dos ventos.

O clima é marcado por estações do ano bem definidas, com variações de temperatura que vão de 7°C (no inverno) a 36°C (no verão). As chuvas ocorrem durante todo o ano, mas são mais frequentes nos meses de janeiro e fevereiro.

Duas grandes lagoas se destacam na ilha, a da Conceição (de água salobra, porque tem ligação com o mar) e a do Peri (de água doce). Ambas são pontos turísticos importantes da cidade: a lagoa da Conceição, por abrir-se aos esportes náuticos e aos passeios de barco; a do Peri, por manter-se praticamente intacta, com muitos animais habitando as matas em redor.

Flora e fauna

A vegetação de Florianópolis é variada, com zonas de mata Atlântica, manguezais e restingas. Há grande variedade de bromélias e orquídeas. A árvore que representa a cidade é o guarapuvu (ou guapuruvu).

Entre os animais, destacam-se o jacaré-de-papo-amarelo, a gralha-azul, a garça-moura, lontras, golfinhos e tartarugas marinhas. Nos meses de agosto e setembro, principalmente, a ilha recebe a visita de inúmeras baleias.

Economia

A economia da cidade é baseada em serviços, pesca e turismo principalmente. Nos últimos anos, algumas empresas do setor de informática vêm conquistando reconhecimento nacional.

As condições climáticas e a diversidade das praias e lagoas fazem da ilha um dos lugares mais procurados por trilheiros e praticantes de surfe, kitesurfe, paraglider, windsurfe e vela, incrementando o turismo com foco nos esportes e o ecoturismo.

Nos últimos dez anos, a população cresceu de maneira mais acentuada porque muitas pessoas de diversos pontos do país escolheram a cidade como lugar para viver.

A principal razão para essa expressiva ocupação é a boa qualidade de vida que a cidade oferece, com suas belezas naturais, pouca violência, bons indicadores de educação e saúde.

O Índice de Desenvolvimento Humano da Grande Florianópolis é 0,86, o melhor do Brasil dentre as 33 regiões metropolitanas reconhecidas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), segundo dados de 2003.

História

Os primeiros habitantes da ilha de Santa Catarina, ainda em período pré-histórico, eram chamados de homens do sambaqui. Eles viviam em construções feitas de conchas de moluscos e praticavam a pesca e a caça.

Muitos anos depois, chegaram os índios tupis-guaranis, que já conheciam a agricultura e ocuparam quase toda a faixa litorânea.

A ocupação posterior da ilha foi confusa e teve a participação de espanhóis e portugueses, navegadores ou piratas que aportavam na ilha para fazer consertos em seus barcos e nela ficavam.

Somente em 1675 a cidade foi oficialmente fundada, com a vinda do bandeirante Francisco Dias Velho. Pouco tempo depois chegaram os colonos açorianos, que se fixaram principalmente no sul da ilha.

A influência açoriana é fortemente sentida na maneira de falar do “manezinho” — como é chamado o cidadão nativo da ilha —, na culinária, nas festas populares e no artesanato (rendas e conchas).

Atualmente vivem em Florianópolis 421.203 pessoas (censo de 2010), distribuídas numa área de 436 km2 (incluída a parte continental).

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