A Galiza é uma região histórica que constitui uma comunidade autônoma no noroeste da Espanha. Reúne as províncias de Lugo, La Coruña, Pontevedra e Ourense. (Também pode ser chamada de Galícia, porém existe outra região, com esse mesmo nome, situada entre a Polônia e a Ucrânia.) Sua capital é Santiago de Compostela, considerada, desde 1985, patrimônio da humanidade pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). A Galiza tem 2.738.098 habitantes (estimativa de 2008) e sua área é de 29.574 km2.

Seus limites são o oceano Atlântico, ao norte e a oeste, as comunidades autônomas de Astúrias e Castela-Leão, a leste, e Portugal, ao sul.

Em 1936, um plebiscito sobre a autonomia da Galiza obteve ampla maioria, mas não chegou a ser posto em prática porque nesse ano se iniciou a Guerra Civil Espanhola, e na sequência vieram a ditadura do general Francisco Franco e a Segunda Guerra Mundial. Só em 6 de abril de 1981 é que a comunidade autônoma da Galiza foi, enfim, estabelecida.

A Galiza tem um parlamento, liderado por um presidente, e uma assembleia de câmera única.

Economia

A agricultura de subsistência predomina nos minifúndios, onde a batata e o milho são as principais culturas, que convivem com a criação de gado. O subemprego assola o setor agrícola; muitos trabalhadores migram da Galiza em busca de trabalho em outras regiões da Espanha. Há grande extração de madeira (pinho, principalmente) das montanhas, o que multiplica a instalação de serrarias. Vigo tem um dos principais portos de pesca da Espanha.

A indústria encontra-se bem desenvolvida na Galiza. O processamento da pesca e a construção de navios são atividades bastante importantes. Ferrol e Vigo destacam-se na construção naval. As indústrias de tecidos, de automóveis e de alimentos também são significativas.

Na Galiza há dezenas de fábricas de turbinas eólicas, equipamento indispensável para a produção de energia elétrica com a força do vento. Cerca de um terço da energia elétrica na Espanha tem essa origem. A região tem também muitos depósitos de carvão, útil para a produção de energia termoelétrica.

Na província de La Coruña, a instalação de uma refinaria de petróleo estimulou o desenvolvimento industrial. Os serviços representam pouco menos de um décimo da economia, mas o turismo aumentou no início do século XXI.

História

A palavra “Galiza” vem do celta galaicos (atualmente galegos), povo que lá vivia quando a região foi conquistada pelas legiões romanas (cerca de 137 a.C). Nos tempos de domínio dos romanos e dos visigodos, a Galiza alcançava o rio Douro, ao sul, e ia além da cidade de León, a leste, fazendo parte da arquidiocese de Bracara Augusta (Braga, hoje em Portugal). A partir do ano de 410, aproximadamente, na Galiza formou-se o reino independente dos suevos, que foram dominados pelos visigodos em 585. Tanto os suevos como os visigodos faziam parte dos povos chamados bárbaros, que vieram do norte e do leste da Europa e invadiram o Império Romano a partir do século V.

A Galiza perdeu muito de sua autonomia política depois da unificação de Castela com Aragão, em 1479.

Língua e cultura

A cultura e a linguagem da Galiza desenvolveram-se em certo isolamento, mostrando sempre mais afinidade com a cultura e a linguagem portuguesas do que com as espanholas, em especial até a separação final entre Espanha e Portugal, em 1640. Tanto a língua galega como a língua portuguesa derivam de uma mesma raiz, que é o antigo idioma galaico-português.

O emprego literário da língua da Galiza, chamada galego, alcançou o ponto culminante nos séculos XIII e XIV, quando seus poemas mostravam maior refinamento e versatilidade do que os escritos em castelhano (espanhol).

A poeta Rosalía de Castro (1837-1885) inspirou a crescente consciência regional com seus Cantos galegos (Cantares gallegos, de 1863). Por volta de 1920, um grupo de escritores conhecidos como a Geração Nós (Xeración Nós) dedicou-se a consolidar a cultura galega. No entanto, com a ditadura de Francisco Franco (de 1939 a 1975), tudo o que dizia respeito à cultura da região foi reprimido.

Desde que a Galiza se tornou comunidade autônoma, no entanto, tem aumentado bastante a publicação de textos em galego, bem como a produção de filmes falados nessa língua. Alguns jornais espanhóis publicam seções em galego, e há emissoras de rádio e de televisão galegas.

Translate this page

Choose a language from the menu above to view a computer-translated version of this page. Please note: Text within images is not translated, some features may not work properly after translation, and the translation may not accurately convey the intended meaning. Britannica does not review the converted text.

After translating an article, all tools except font up/font down will be disabled. To re-enable the tools or to convert back to English, click "view original" on the Google Translate toolbar.