Getúlio Vargas foi o estadista que governou o Brasil por mais tempo depois da proclamação da República. Ele esteve no poder em dois períodos: de 1930 a 1945 e de 1951 a 1954.

Infância e juventude

Getúlio Dornelles Vargas nasceu em São Borja, no estado do Rio Grande do Sul, em 19 de abril de 1883. Era o terceiro de cinco filhos de uma tradicional família de fazendeiros. Formou-se em direito em 1907, pela Escola de Ciências Jurídicas de Porto Alegre. Foi advogado em sua cidade natal. Em 1909 tornou-se deputado estadual pelo Partido Republicano Rio-Grandense (PRR).

Carreira política

Após três mandatos na Assembleia de Representantes do estado, elegeu-se deputado federal em 1922. Em 1926 assumiu o Ministério da Fazenda a convite do presidente Washington Luís. Dois anos depois foi eleito governador (à época o título do cargo era presidente) do Rio Grande do Sul. Em 1930 concorreu à presidência da República como candidato de oposição.

Primeiro governo

Derrotado nas urnas pelo paulista Júlio Prestes, Getúlio lidera um movimento armado contra o governo federal. Iniciada em Porto Alegre em 3 de outubro e vitoriosa menos de um mês depois, a Revolução de 1930 dá a Getúlio Vargas poderes ditatoriais.

Em 1932, eclode a Revolução Constitucionalista em São Paulo. Os paulistas exigem a volta do país à democracia. As forças leais a Getúlio sufocam a revolta. Em 1934 é proclamada uma nova Constituição. Getúlio se torna presidente com mandato de quatro anos.

Ao se aproximar a data da eleição seguinte, alegando que as lutas entre os partidos ameaçam lançar o país na guerra civil, Getúlio implanta o Estado Novo, regime autoritário que suprime as liberdades democráticas. Era o final do ano de 1937, quando foi outorgada uma nova Constituição, de caráter autoritário. O período de ditadura se estende até 1945. Getúlio é afastado do poder pelos militares e, no ano seguinte, uma nova Constituição é aprovada e entra em vigor.

Volta ao poder e suicídio

Mesmo retirado da política, a popularidade de Getúlio Vargas permanece alta. Em 1950, ele vence as eleições presidenciais, mas enfrenta dura oposição no Congresso. Em 1954, denúncias de corrupção contra elementos de seu círculo íntimo enfraquecem sua autoridade como presidente. Um atentado contra o deputado Carlos Lacerda, adversário do governo, no qual morre o major da Aeronáutica Rubens Vaz, detona uma crise sem precedentes. O mandante do crime era o chefe da guarda pessoal do presidente, Gregório Fortunato.

Na madrugada de 24 de agosto de 1954, Getúlio se reúne com os ministros e, aconselhado a renunciar, declara que não deixará o cargo. É informado de que, nesse caso, será deposto pelas forças armadas. Recolhe-se a seus aposentos no Palácio do Catete e, por volta de 8 horas, suicida-se com um tiro no coração.

Legado

Getúlio Vargas até hoje divide as opiniões dos brasileiros. Foi um governante autoritário, que tolerou a tortura e impediu a liberdade de expressão, mas também modernizou o país, criando leis de proteção aos trabalhadores e lançando as bases do desenvolvimento industrial brasileiro. Examinado em conjunto, o legado de Getúlio Vargas o torna figura notável na história do Brasil no século XX.

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