Glauber Rocha foi um diretor, roteirista, ator e escritor brasileiro e uma figura importante do chamado Cinema Novo. Seus filmes de vanguarda retratam de maneira estilizada, e muitas vezes violenta, os conflitos sociais e políticos do Brasil. Ele foi um dos cineastas brasileiros mais premiados internacionalmente.

Glauber Rocha nasceu em 14 de março de 1938 em Vitória da Conquista, na Bahia. Ele começou sua carreira como jornalista e crítico de cinema. Seu primeiro curta, Pátio (1959), chamou a atenção dos críticos e o levou à fama.

Na década de 1960, surgiu um novo cinema socialmente consciente na América Latina, África e Ásia. Cineastas ativistas procuraram criar um cinema que mostrasse os conflitos sociais e políticos que afetavam os países daquelas regiões. O movimento estava contra o cinema comercial dos Estados Unidos e da Europa. Assim surgiu o chamado Terceiro Cinema.

Na mesma época surgiu no Brasil o movimento do Cinema Novo, liderado por Glauber Rocha e Nelson Pereira dos Santos, entre outros. Eles produziram filmes que tratavam de problemas nacionais e exploraram a história complexa do país, a identidade nacional e a política. Seus filmes eram alegóricos (isto é, expressavam ideias com imagens) e usavam novas técnicas de filmagem — por exemplo, usavam cenas mais dialogadas.

No final dos anos 1960, um tema recorrente entre os cineastas brasileiros foi a divisão entre a cultura européia e a brasileira. Com essas ideias, Rocha filmou seu primeiro longa metragem, Barravento em 1961, que foi seguido por Deus e o diabo na terra do sol (1964), indicada para a Palma de Oro no Festival de Cannes, na França. Com Terra em transe (1967) revelou-se como representante original do Cinema Novo.

Em 1969 filmou Antônio das Mortes, filme também conhecido como O dragão da maldade contra o santo guerreiro e pelo qual Rocha ganhou o prêmio na categoria de melhor diretor em Cannes. O cineasta estava em desacordo politicamente com os governantes do Brasil, e seus conflitos com as autoridades brasileiras o levaram a deixar o país em 1970. Na Europa filmou na Itália, na Espanha e na França. Em 1970, filmou no Zaire (atual República Democrática do Congo) Der Leon hás sept cabezas. O tema central do filme é o colonialismo na África e seu título, que em português significa O leão de sete cabeças, mistura palavras em vários idiomas.

Outros títulos importantes da sua filmografia incluem Cabezas cortadas (1970), Claro (1975) e A idade da Terra (1980).

O diretor brasileiro também produziu curtas importantes tais como História do Brasil (1973), Di-Glauber (1977) e Jorge Amado no cinema (1979).

Glauber Rocha morreu em 22 de agosto de 1981, no Rio de Janeiro, aos 43 anos, por complicações pulmonares. Foi casado três vezes e teve cinco filhos.

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