O poeta romântico Gonçalves Dias é considerado um dos melhores poetas brasileiros, o mais representativo antes do movimento modernista iniciado em 1922. Como o romancista José de Alencar, ele desenvolveu a arte literária no Brasil e inaugurou uma forma nacional de expressão, sendo um dos primeiros a libertar a literatura brasileira de suas maneiras portuguesas.

Como viveu o poeta

Antônio Gonçalves Dias nasceu no Sítio Boa Vista, perto de Caxias, no estado do Maranhão, no dia 10 de agosto de 1823. Seu pai era o comerciante português João Manuel Gonçalves Dias. A mãe era a mestiça maranhense Vicência Ferreira. O poeta orgulhava-se de representar a união das três principais raças brasileiras: a branca, a negra e a indígena.

O escritor foi para Portugal em 1838 e fez o curso de direito na Universidade de Coimbra, em Coimbra, formando-se em 1844. Lá, aprofundou seus conhecimentos literários, participou do movimento romântico português e escreveu, em julho de 1843, em versos de sete sílabas, cheios de belas imagens, um dos mais famosos poemas brasileiros, “Canção do exílio”: “Minha terra tem palmeiras / Onde canta o sabiá; / As aves que aqui gorjeiam / Não gorjeiam como lá” — diz a primeira estrofe.

Na volta ao Brasil, passou a dar aulas de história e latim no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, e escrevia crônicas, folhetins e críticas literárias para os jornais.

O poeta liderou uma expedição científica ao Nordeste e à Amazônia (1859-1861), o que enfraqueceu sua saúde. Em 1862, foi tratar-se na Europa. Ao voltar, o navio naufragou próximo ao Maranhão, e Gonçalves Dias morreu no mar, no dia 3 de novembro de 1864.

Obras

A partir de 1844, quando terminou os estudos em Portugal e voltou para o Brasil, Gonçalves Dias começou a publicar as suas obras-primas, as Poesias americanas, incluídas nos Cantos (Primeiros cantos, editados em 1846, Segundos cantos, em 1848, e Últimos cantos, em 1851).

A sua peça Leonor de Mendonça (1847) é um marco do teatro brasileiro. Em 1857 publicou Os timbiras — Poema americano. Seu Dicionário da língua tupi (1858) ajudou a provocar o renascimento das pesquisas indianistas.

Depois de sua morte, em 1864, foram publicados seis volumes de obras póstumas, que apresentam uma produção poética rica e variada. É o patrono da cadeira número 15 da Academia Brasileira de Letras.

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