Grande Depressão é como foi chamado um período na história do século XX em que grande parte do mundo enfrentou graves problemas econômicos. Muitas pessoas passavam fome, não tinham trabalho nem moradia. Isso aconteceu durante a década de 1930 e teve início nos Estados Unidos, de onde se espalhou para o resto do mundo.

O início nos Estados Unidos

Durante a década de 1920, muitas pessoas investiam seu dinheiro nas bolsas de valores, comprando ações – que são cotas de participação na propriedade de empresas. Por alguns anos o valor das ações subiu rapidamente, o que entusiasmou cada vez mais pessoas a investirem suas economias nelas, fortalecendo mecanismos especulativos. E, em setembro de 1929, o quadro virou. Os preços das ações começaram a cair, para despencar em outubro. O que antes valia muito passou a não valer nada.

Muitas pessoas perderam todo o dinheiro que tinham e que estava aplicado em ações. Bancos também foram afetados. Quem havia tomado dinheiro emprestado dos bancos ficou sem condições de saldar a dívida. Muitos bancos faliram porque multidões tentavam retirar todo o seu dinheiro ao mesmo tempo. Quando um banco falia, quem tinha contas lá perdia suas economias. Além disso, fábricas e empresas fecharam porque havia pouca gente para comprar os bens que elas produziam ou vendiam.

Em 1932, entre 12 e 13 milhões de pessoas estavam desempregadas nos Estados Unidos. As que tinham emprego recebiam apenas cerca da metade do que ganhavam antes. Uma seca nas grandes planícies do centro-oeste dos Estados Unidos tornou a situação ainda pior, porque os agricultores tiveram prejuízos com o plantio e não colheram boas safras para vender e recuperar o que tinham investido. E faltaram alimentos. A terra ficou tão seca que foi chamada de “bacia de pó”.

Efeitos no mundo

A crise nos Estados Unidos afetou países do mundo inteiro. O Reino Unido, a Alemanha e outros países sofriam com a perda de empréstimos americanos e com o fim das trocas comerciais com os Estados Unidos. Não era mais possível exportar seus produtos para o mercado americano, onde não havia compradores.

Cada país também tentava proteger suas próprias empresas impondo limites ou impostos sobre bens comprados de outros países. Todos os países começaram a defender sua economia e com isso houve uma redução brutal no comércio mundial.

Fim da Grande Depressão

Nos Estados Unidos, o presidente Herbert Hoover perdeu o cargo nas eleições de 1932. O novo presidente, Franklin D. Roosevelt, estabeleceu uma política de desenvolvimento chamada New Deal (Novo Trato). Esta gerou empregos de imediato e mudou o sistema financeiro (bancos e dinheiro) para evitar que os mesmos problemas voltassem a ocorrer no futuro.

A Grande Depressão terminou nos Estados Unidos só depois que o país se engajou na Segunda Guerra Mundial, em 1941. As fábricas começaram a produzir armas, aviões, navios e outros produtos necessários para as operações de guerra, o que movimentou muito dinheiro e gerou empregos. Com isso, muitas pessoas voltaram a trabalhar, e as atividades comerciais foram se recuperando.

Uma nova crise mundial

O sistema financeiro americano passou novamente por um forte abalo no início do século XXI. Bancos e empresas financeiras americanas mais uma vez estavam operando com base em mecanismos de especulação. A crise financeira americana teve início em março de 2007, gerando repercussão mundial. Empresas e bancos faliram, acompanhados de ondas de desemprego e o medo generalizado de que um novo período de depressão estivesse se iniciando.

Alguns países foram mais afetados, outros menos, mas nenhum escapou dos efeitos negativos desse desequilíbrio global. O Brasil estava com sua economia mais equilibrada e foi um dos primeiros países a superar rapidamente os efeitos negativos da crise.

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