Situada no oeste da América Central, a Guatemala foi o centro da grande civilização dos maias. Há poucos anos, o país sofreu com governos instáveis e muita violência. Sua capital é a Cidade da Guatemala. O país tem 16.649.000 habitantes (estimativa de 2016) e sua área é de 108.889 km2.

Geografia

A Guatemala faz fronteira com o México, Belize, Honduras e El Salvador, sendo banhada pelo mar do Caribe e pelo oceano Pacífico. Ao longo do Pacífico, no sul, há uma fértil planície costeira. Ao norte dela existem vários vulcões, como o Pacaya e o Tajumulco, que é o pico mais alto da América Central, com 4.220 metros. Montanhas se erguem no centro do país. No norte da Guatemala, o Petén é uma área com florestas densas, pouco habitada, mas conhecida pelas ruínas maias.

As regiões costeiras baixas e o Petén são quentes o ano inteiro, mas as temperaturas são mais frias em altitudes maiores. A maior parte do país tem uma estação seca, porém chove o ano inteiro na costa caribenha.

Flora e fauna

As florestas tropicais do Petén apresentam madeiras de alta qualidade e seringueiras. A região também possui savanas, ou pastagens, com algumas árvores. Há florestas de carvalhos e pinheiros nas montanhas. Árvores denominadas mangues crescem em pântanos perto do Pacífico.

A Guatemala tem animais silvestres como onças-pintadas, macacos e papagaios. As florestas tropicais abrigam o colorido quetzal, ave-símbolo da Guatemala.

População

Mais da metade dos habitantes da Guatemala é euramericana, sendo mestiça de índios americanos e de espanhóis. O restante da população é sobretudo de origem indígena maia e mantém o modo de vida tradicional. Há minorias negras e brancas. O idioma oficial é o espanhol, mas muitos índios falam línguas regionais. A religião católica predomina. Muitos índios misturam o catolicismo com crenças maias tradicionais.

Quase metade dos guatemaltecos vive em cidades. A Cidade da Guatemala, que é a maior do país, fica nas montanhas centrais. A maioria das cidades importantes é próxima ao Pacífico.

Economia

A agricultura emprega mais da metade dos guatemaltecos. Os principais cultivos são milho, leguminosas e abóboras. Fazendas produzem café, açúcar, bananas e gado para exportação.

O setor industrial se destaca entre as nações da América Central, com fábricas de produtos alimentícios e de metal, vestuário e tecidos. O país também produz petróleo, e o turismo é uma atividade crescente.

História

Os maias desenvolveram uma civilização avançada que se espalhava pelo que hoje é a Guatemala, o sul do México e o norte de Belize. A cultura maia atingiu o apogeu entre os anos 250 e 900. Em 1523, soldados espanhóis dominaram os maias. Os espanhóis obrigavam os índios a trabalhar em plantações e minas, o que, aliado a doenças trazidas da Europa, acabou dizimando dois terços da população de origem local.

A Guatemala tornou-se independente da Espanha em 1821 e fez parte do Império Mexicano até 1823. Depois o país uniu-se a Honduras, El Salvador, Costa Rica e Nicarágua, nas chamadas Províncias Unidas da América Central. Em 1839, a Guatemala tornou-se uma república independente.

Uma série de ditadores e líderes militares governou a Guatemala por muitos anos. Grandes latifundiários ficaram mais ricos, enquanto os camponeses empobreceram. A partir da década de 1960, grupos rebeldes atacaram o governo. Mais de 100 mil pessoas morreram durante a guerra civil, que só terminou em 1996. O controle político dos militares também acabou na década de 1990. A violência, porém, continuou no século XXI.

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