A Guerra do Vietnã foi um conflito no sudeste da Ásia que durou vários anos. Foi uma guerra ideológica, uma das mais violenta depois da Segunda Guerra Mundial. Começou em 1954, depois de o Vietnã ter sido dividido em duas partes, o Vietnã do Norte e o Vietnã do Sul. O Vietnã do Norte queria reunificar o país sob o comunismo, que era o sistema político e econômico que tinha adotado. O Vietnã do Sul, sob influência americana, lutou para impedir que isso acontecesse. Os Estados Unidos decidiram entrar na guerra para ajudar o Vietnã do Sul, mas o Vietnã do Norte saiu vitorioso em 1975. Pouco depois, o Vietnã se tornou um país unificado novamente, e comunista.

A Guerra do Vietnã teve um custo enorme em vidas humanas. Mais de 1,3 milhão de soldados vietnamitas e cerca de 58 mil soldados dos EUA foram mortos, além de 2 milhões de civis (pessoas que não combateram na guerra).

Antecedentes

O Vietnã já tinha passado por muitos problemas antes da guerra. No início do século XX, o país era dominado pela França. O Japão tomou posse da colônia francesa em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, e a manteve sob seu controle até 1945. Então, um grupo revolucionário vietnamita chamado Viet Minh (Liga Vietnamita), comandado pelo líder Ho Chi Minh, ocupou Hanói, a capital do país, e declarou a independência do Vietnã.

Mas os franceses não queriam abrir mão do domínio sobre o país. Os dois lados travaram uma guerra que durou oito anos, conhecida como Guerra da Indochina. Em 1954, o Viet Minh, sob o comando de Vo Nguyen Giap, derrotou os franceses.

Em Genebra, na Suíça, houve uma reunião da qual participaram a França e o Viet Minh, para negociar o desdobramento da questão. Os Estados Unidos, a União Soviética e vários outros países também participaram do encontro. O resultado foi a divisão do Vietnã em dois países, o Vietnã do Norte e o Vietnã do Sul. O Viet Minh ficou com o controle do Vietnã do Norte, sob a presidência do comunista Ho Chi Minh. O controle do Vietnã do Sul ficou com o imperador Bao Dai, na verdade submisso aos franceses. O acordo previa eleições livres em 1956 no Vietnã do Sul, para decidir sobre a união dos dois Vietnãs.

Guerra civil

Em substituição a Bao Dai, Ngo Dihn Diem assumiu o governo no Vietnã do Sul, implantando um regime ditatorial. Ele não realizou as eleições programadas e proclamou a independência do Vietnã do Sul. Também obteve o apoio dos Estados Unidos, pois havia a certeza de que a população votaria a favor da união com o Vietnã do Norte, comunista. Em 1960, nacionalistas e comunistas do Vietnã do Sul formaram a Frente de Libertação Nacional, mais conhecida como Vietcong, e começaram a combater o governo de Ngo Dinh Diem, bem como a influência americana. Os vietcongues se escondiam durante o dia e atacavam à noite. Era uma guerra de guerrilhas, diferente da que os americanos estavam acostumados a enfrentar.

Os Estados Unidos apoiaram Diem primeiro com conselheiros militares e armamentos, e depois, a partir de 1963, com soldados. Os Estados Unidos apoiavam Diem porque eram contra o comunismo.

Enquanto isso, Diem perdia sua base de apoio entre a população sul-vietnamita. Uma razão disso era o tratamento intransigente que dava aos seguidores da religião budista. A maioria dos vietnamitas era budista, mas Diem era católico. Ele prendeu e matou centenas de budistas, e mais e mais pessoas se voltaram contra ele. Em 1963, integrantes do exército sul-vietnamita assassinaram Diem, e um grupo de oficiais do exército assumiu o governo.

Chegam mais tropas americanas

Os Estados Unidos foram se envolvendo cada vez mais na vida do Vietnã do Sul. O Congresso dos EUA autorizou o presidente Lyndon B. Johnson a ampliar a participação dos Estados Unidos na guerra, após o que teria sido um ataque vietnamita a um navio de guerra dos EUA em águas do golfo de Tonkin, em 1964.

Em 1968, os Estados Unidos já tinham mais de 500 mil soldados no Vietnã. Unidades militares pequenas da Coreia do Sul, da Austrália, da Nova Zelândia, da Tailândia e das Filipinas também ajudaram os sul-vietnamitas. Os governos comunistas da União Soviética e da China apoiaram o Vietnã do Norte e os vietcongues.

Aviões de guerra americanos despejaram bombas sobre estradas e pontes do Vietnã do Norte – inclusive bombas de napalm, um fluido incendiário pegajoso. Os Estados Unidos também bombardearam a Trilha Ho Chi Minh, que era uma rota pela qual os vietcongues recebiam suprimentos vindos do Laos e do Camboja. Em pouco tempo os aviões americanos já estavam atacando Hanói e outras cidades do Vietnã do Norte.

Em fevereiro de 1968, durante um feriado vietnamita chamado Tet, os comunistas atacaram cerca de trinta cidades do Vietnã do Sul. Os vietcongues sofreram baixas pesadas nessas batalhas, mas também morreram muitos soldados americanos. Nos estados Unidos cresceram os protestos contra a guerra.

As tropas dos Estados Unidos deixam o Vietnã

Em 1968, o presidente Johnson encerrou gradualmente o bombardeio do Vietnã do Norte, e tiveram início conversações de paz. Richard Nixon tornou-se presidente dos Estados Unidos em 1969 e começou a retirada das tropas americanas do Vietnã. Mas ele também reiniciou o bombardeio do Vietnã do Norte e expandiu a guerra para os países vizinhos. Tropas dos EUA e do Vietnã do Sul atacaram esconderijos dos norte-vietnamitas e dos vietcongues no Camboja e no Laos.

Em janeiro de 1973, o Vietnã do Norte, o Vietnã do Sul, os vietcongues e os Estados Unidos assinaram um acordo para pôr fim aos combates. Os EUA então retiraram quase todas as suas forças do país. Mas a guerra não terminou. Os Estados Unidos continuaram a fornecer dinheiro e equipamentos ao Vietnã do Sul.

A guerra chega ao fim

Em agosto de 1974, os Estados Unidos reduziram a ajuda militar que davam ao Vietnã do Sul, e, depois disso, o exército sul-vietnamita se desfez rapidamente. No ano seguinte os norte-vietnamitas iniciaram uma invasão maciça do Vietnã do Sul.

Tropas norte-vietnamitas entraram em Saigon, a capital do Vietnã do Sul, em 30 de abril de 1975. A guerra terminara, e os comunistas a tinham vencido. No ano seguinte eles unificaram os Vietnãs do Norte e do Sul em um só país, chamado Vietnã e tendo Hanói como capital. Eles mudaram o nome de Saigon para Ho Chi Minh City, em homenagem ao líder que morrera em 1969.

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