Guimarães Rosa é considerado um dos mais importantes escritores brasileiros. Além de autor de grandes obras da literatura, ele foi diplomata e médico.

Infância

João Guimarães Rosa nasceu no dia 27 de junho de 1908, em Cordisburgo, no estado de Minas Gerais. Teve cinco irmãos. Era o primogênito (irmão mais velho).

Desde pequeno, tinha curiosidade por outras línguas. Estudou francês e alemão ainda menino. Durante o resto da vida, aprendeu muitos outros idiomas e se tornou poliglota. Além do português, falava espanhol, inglês, italiano e russo.

Quando ficou adulto, foi estudar medicina. Exerceu a profissão durante alguns anos. Entre outros empregos, foi médico do Batalhão de Infantaria da cidade de Barbacena, em Minas Gerais, em 1933. Foi nessa época que teve oportunidade de dedicar mais tempo à literatura e ao estudo de línguas estrangeiras.

Antes disso, Guimarães Rosa já tinha participado de um concurso de contos promovido pela revista O Cruzeiro, em 1929. Ele escreveu quatro contos (“Caçador de camurças”, “Chronos Kai Anagke”, “O mistério de Highmore Hall” e “Makiné”) e todos eles foram premiados pela revista.

As grandes obras

Guimarães Rosa também escrevia poemas. Em 1936, já tinha desistido da medicina e fez curso para ser diplomata. Enquanto isso, escreveu as poesias que vieram a compor a coletânea chamada Magma.

Pouco depois, redigiu os contos que foram revisados e lançados em 1946 no livro Sagarana. Essa obra é considerada por muitas pessoas uma das mais importantes do escritor, porque ele já demonstra ali o grande talento para recriar, de modo bastante original, a vida do vaqueiro e do povo do interior de Minas Gerais.

Quando se tornou cônsul em Hamburgo (na Alemanha), Guimarães Rosa experimentou os medos da Segunda Guerra Mundial. Entretanto, ajudou judeus a fugir da polícia nazista. Quando o Brasil rompeu relações com a Alemanha, em 1942, Guimarães Rosa e outros brasileiros ficaram presos e foram soltos quatro meses depois em troca de diplomatas alemães.

Mais pesquisas

Libertado, passou pelo Rio de Janeiro e foi para Bogotá, na Colômbia, como secretário da embaixada brasileira, onde ficou até 1944. Quando voltou a morar no Brasil, viajou para Mato Grosso. O contato com outras culturas o animava a escrever. Ele fazia pesquisas em arquivos, conversava com as pessoas simples dos vilarejos, observava os costumes. Tudo isso e a sua crença mística serviam de matéria-prima para as histórias que ele inventava. Nessa época, escreveu Com o vaqueiro Mariano (1947).

De 1948 a 1950, morou em Paris, como primeiro-secretário e depois como conselheiro da embaixada brasileira.

Em 1951, as pesquisas se voltaram ainda mais para a fauna, a flora, a música, as histórias e os costumes sertanejos. Guimarães Rosa escreveu então Corpo de baile, uma obra dividida em três volumes de contos: Manuelzão e Miguilim, No Urubuquaquá, no Pinhém e Noites do sertão. Em Manuelzão e Miguilim, a história “Campo geral” fala de um menino chamado Miguilim, que morava com sua família numa cidadezinha chamada Mutum, nas profundezas do sertão.

Em seguida, escreveu o livro que é considerado sua obra-prima: o romance Grande sertão: veredas. A obra narra a história de um amor, entre Riobaldo e Diadorim, e retrata a vida errante dos vaqueiros e jagunços do sertão. O livro foi elogiado pela crítica e traduzido para várias línguas, colocando o escritor definitivamente entre os maiores do Brasil e do mundo.

A obra seguinte foi Tutameia. Alguns gostaram dela, outros não. Mas os estudiosos da obra do escritor dizem que ela contém uma síntese do melhor de seu estilo.

Guimarães Rosa entrou para a Academia Brasileira de Letras no dia 16 de novembro de 1967. Morreu três dias depois, com 59 anos, no Rio de Janeiro.

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