Henri Matisse foi um dos pintores mais importantes do século XX. Buscava sempre a máxima expressão das cores; os estudiosos da arte dizem que ele as usava até de forma provocativa.

Henri-Émile-Benoît Matisse nasceu em Le Cateau-Cambrésis, na França, em 31 de dezembro de 1869. Fez o curso de direito em Paris e, quando ficou de cama para se recuperar de uma apendicite, ganhou uma caixa de tintas a óleo da mãe, para se distrair. Começou a pintar copiando reproduções coloridas. Depois decorou a casa dos avós e em seguida fez um curso de desenho Em 1891, com 22 anos, decidiu abandonar a faculdade para tornar-se pintor profissional.

Em 1896, Matisse expôs quatro pinturas no tradicionalista Salão da Sociedade Nacional de Belas-Artes. Fez sucesso e foi eleito membro associado da sociedade. Esses salões oficiais eram importantes para dar prestígio aos artistas. Um de seus quadros foi comprado pelo governo. Matisse conheceu o pintor Camille Pissarro e o escultor Auguste Rodin, e se interessou pelo tipo de pintura chamado impressionismo.

Matisse foi para Londres, onde estudou as pinturas do inglês William Turner (1775-1851), precursor do impressionismo. Depois, na ilha francesa da Córsega, conseguiu perceber e pintar a luz solar com outra intensidade.

De volta a Paris, em 1899, interessou-se pela técnica pontilhista, que, através de pontos justapostos na tela, gerava novas misturas de cores na retina de quem observava a pintura.

Ousadia de mudar

A partir de 1899, Henri Matisse deixou de expor no salão oficial e, aos poucos, tornou-se conhecido entre os artistas parisienses que criavam e discutiam a arte moderna, os chamados grupos de vanguarda. Em 1901, expôs pela primeira vez no Salão dos Independentes, que não tinha júri e foi criado em 1884 como alternativa para os pintores não aceitos pelos jurados das mostras oficiais.

Em 1912, expôs esculturas em Nova York. Em 1913, treze quadros de Matisse foram exibidos no Armory Show de Nova York, numa exposição que causou muita polêmica. Na mostra dos mesmos quadros em Chicago, algumas pessoas, chocadas, fizeram a queima simbólica de sua obra-prima Nu azul, mas isso acabou por lhe render mais publicidade.

Com reputação internacional estabelecida, e com as perturbações da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), Matisse foi se isolando. Viajava muito para a Riviera, no sul da França. Em 1919, a convite do compositor Igor Stravinsky e do produtor Serguei Diaguilev (ambos russos), desenhou o figurino e os cenários para o balé “O canto do rouxinol”, apresentado em Londres.

Ilustrações e uma capela

Em 1941, Matisse foi operado de câncer. Os médicos lhe deram só seis meses de vida. Colocou um anúncio num jornal, procurando uma enfermeira jovem e bonita que cuidasse dele à noite. Quem se apresentou foi Monique Bourgeois, estudante de enfermagem cuja família passava por dificuldades financeiras. Ela também se tornou sua modelo, e estabeleceu-se entre eles uma relação de grande sintonia no nível espiritual. O objetivo de Monique era tornar-se freira, e ela efetivamente ingressou na Ordem das Dominicanas.

Foi a partir da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) que Matisse se tornou cada vez mais ativo como artista gráfico. Em 1947, ilustrou o livro de poesia As flores do mal, de Charles Baudelaire, e em 1948, fez desenhos para Florilégio dos amores, de Ronsard. Além desses livros, que empregam técnicas em preto e branco, publicou Jazz (1947), livro em que colocou suas próprias reflexões sobre a vida e a arte, com ilustrações muito coloridas, feitas com uma técnica que ele chamou “desenho com tesouras”: os motivos foram colados, justapostos, depois de ter sido recortados de folhas de papel pintadas à mão com guache, para alcançar precisamente as cores e os tons desejados.

A partir de 1950, passou a sofrer de asma e problemas cardíacos. Em 1951, na pequena cidade de Vence, no sul da França, pintou a Capela do Rosário, das freiras dominicanas — uma delas era Monique Bourgeois. Foram três anos de planejamento do trabalho, com a ajuda de Monique. A mudança do ângulo de incidência da luz solar, através dos vitrais, durante todo o dia, tomou muito do seu tempo no planejamento das cores. Pintou vitrais e criou murais em toda a capela, exterior e interiormente, inclusive criando paramentos (o vestuário dos padres) e objetos do culto.

Matisse morreu em 3 de novembro de 1954, em Nice, no sul da França.

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