Em 1933, os nazistas tomaram o poder na Alemanha. Eles odiavam os judeus e fizeram tudo para dificultar a vida deles. Mais tarde, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), os nazistas decidiram tentar matar o maior número possível de judeus. Esse programa de extermínio ficou conhecido como Holocausto e resultou na morte de cerca de 6 milhões de judeus – homens, mulheres e crianças.

Os judeus não foram os únicos que morreram no Holocausto. Os nazistas também mataram ciganos, homossexuais, portadores de deficiências mentais ou físicas e qualquer pessoa que ousasse expressar oposição a eles.

Antissemitismo

Adolf Hitler era o chefe do partido nazista. Assim que chegou ao poder, em 1933, ele ordenou atos de antissemitismo (ações contra os judeus). Muitos judeus perderam o emprego. Em 1935, os judeus alemães perderam a cidadania do país.

Em 9-10 de novembro de 1938, multidões incendiaram sinagogas (templos judaicos) em toda a Alemanha e quebraram vitrines de lojas pertencentes a judeus. Em vez de prender os agressores, os nazistas aprisionaram milhares de judeus. Eles os enviaram a campos de concentração (grandes centros de detenção). O acontecimento ficou conhecido como Kristallnacht (Noite dos Cristais, ou dos Vidros Quebrados).

Quando a Segunda Guerra Mundial começou, em 1939, os judeus já não podiam frequentar as escolas nem possuir estabelecimentos comerciais. Em muitas áreas, os nazistas obrigaram todos os judeus a usar distintivos, para impossibilitar que fossem confundidos com não judeus. Em algumas cidades, os nazistas forçaram os judeus a viver em áreas superlotadas chamadas guetos.

No fim de 1941, as vitórias alemãs na Segunda Guerra Mundial já tinham colocado a maioria dos judeus da Europa em áreas sob domínio nazista. Nessa época, os nazistas começaram a assassinar judeus e outras vítimas em grande número. Unidades militares especiais arrebanhavam os judeus, fuzilavam-nos e jogavam seus corpos em valas comuns.

Oposição

Muitos judeus tentaram escapar da Alemanha antes de os massacres começarem. A família da menina Anne Frank, que escreveu um diário que mais tarde foi publicado como livro, mudou-se para os Países Baixos (Holanda). Os Franks passaram dois anos escondidos até serem capturados pelos nazistas. Outros judeus conseguiram fugir para os Estados Unidos, a Palestina (onde hoje fica Israel) e outros países.

Algumas pessoas ajudaram judeus a esconder-se ou a fugir. O sueco Raoul Wallenberg salvou 100 mil judeus na Hungria. Oskar Schindler, um alemão, protegeu 1.200 judeus que trabalhavam para ele.

“Solução final”

Em 1942, os nazistas planejavam uma “solução final” para o que chamavam de “questão judaica”. Eles decidiram matar todos os judeus de todas as regiões dominadas pela Alemanha.

Os nazistas construíram campos especiais de extermínio na Polônia. Os nomes de alguns desses campos: Auschwitz, Majdanek, Treblinka, Chelmno, Sobibor e Belzec. Nos campos, os nazistas matavam as pessoas com gás tóxico e então incineravam (queimavam) os corpos. Eles mantinham algumas pessoas vivas para trabalhar como escravos. Muitos desses prisioneiros morreram de fome ou doenças.

O fim do Holocausto

O Holocausto chegou ao fim quando os Aliados – Estados Unidos, França, Reino Unido e União Soviética – derrotaram a Alemanha, em 1945. Soldados aliados descobriram os campos de extermínio e libertaram os prisioneiros remanescentes.

Os aliados criaram um tribunal especial na Alemanha para julgar os líderes nazistas por seus crimes. O maior julgamento ocorreu em 1945-1946, na cidade de Nurembergue, na Alemanha. Depois desse julgamento, sete líderes nazistas foram encarcerados e dez foram enforcados.

Hoje, muitos países celebram datas especiais de Memória do Holocausto, em homenagem às vítimas. Instituições como o Museu Memorial do Holocausto, em Washington, nos Estados Unidos, ensinam às pessoas o que aconteceu. Muitas pessoas esperam que aprender sobre o Holocausto possa ajudar a impedir que algo tão terrível se repita.

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