A história da Iara é uma das mais populares da Amazônia e tornou-se conhecida em quase todo o Brasil. Conta a lenda que, num fim de tarde, um índio estava pescando no rio quando ouviu uma linda voz de mulher a cantar. Ficou encantado com aquilo e quis descobrir quem era. Remou na direção da música e encontrou uma índia muito bonita, com cabelos tão longos que cobriam o seu corpo. Mergulhou no rio para se aproximar dela e nunca mais voltou.

Dizem que diversos homens, enfeitiçados pelo canto mágico da Iara, foram arrastados para o fundo das águas. Por isso, no final da tarde, a maioria dos índios prefere não pescar nem ficar perto de rio ou de lagoa.

Em tupi, “Iara” quer dizer “senhora das águas”. A Iara é metade mulher e metade peixe, como as sereias. Parece que o mito dessa mulher perigosa se originou do Ipupiara — entidade indígena maligna das fontes e dos rios, da qual ninguém conseguia escapar. Esse monstro da mitologia tupi era um peixe feroz, que atacava pescadores e saía da água para matar. A combinação da lenda indígena do Ipupiara com a da sereia europeia gerou o mito da Iara, a linda mulher que atrai os homens para o fundo das águas.

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