Um método de abordar a História é dividi-la em períodos, épocas ou eras, para fazer o seu estudo. Dessa forma, chama-se Idade Contemporânea o período histórico que começa em 1789 e chega até os dias de hoje. Os historiadores que estudam a História aproveitando esse método apontam a Revolução Francesa como o marco inicial da Idade Contemporânea. Alguns estudiosos defendem fazer mais uma divisão histórica ainda, colocando o início de um novo período em 1945, quando foram jogadas bombas atômicas sobre as cidades japonesas de Hiroxima e Nagasaki; esse novo período é chamado por eles de Idade Atômica ou Era Atômica.

Nos séculos XVIII e XIX, o sentimento geral era de que as ciências descobririam soluções para todos os problemas humanos e que, graças aos conhecimentos adquiridos, a civilização progrediria cada vez mais. Essa corrente filosófica ficou conhecida como Iluminismo. No século XX, após as duas grandes guerras mundiais, e no século XXI, com o crescimento do interesse pelas questões ambientais, o mundo tornou-se mais cético em relação ao futuro.

Séculos XVIII e XIX

A Idade Contemporânea tem sido marcada por revoluções profundas, tanto sociais quanto econômicas. Alguns desses movimentos, como a Revolução Francesa (1789) e a Guerra de Independência dos Estados Unidos, ou Revolução Americana (1775-1783), foram marcadas por ideais filosóficos ligados ao Iluminismo. Também, o abolicionismo, um movimento iniciado por pessoas que se opunham à escravidão, ganhou força desde finais do século XVIII na Europa e nas Américas. Já a Revolução Industrial, na Inglaterra (na segunda metade do século XVIII) representou uma nova relação entre as pessoas, baseada no capital e na venda da força de trabalho.

No século XIX ocorreu a independência das Américas espanhola e portuguesa, enquanto na Europa desenvolviam-se o imperialismo, o liberalismo e o socialismo. A Revolução Industrial se espalhou por todo o mundo ocidental. E a luta por alternativas ao trabalho capitalista resultou na organização dos trabalhadores em movimentos sindicais e foi o embrião da Revolução Russa de 1917.

Séculos XX e XXI

A primeira metade do século XX foi marcada por duas grandes guerras mundiais. O final da Segunda Guerra Mundial trouxe um novo equilíbrio de forças ao mundo, além de uma divisão profunda entre os Estados Unidos (simbolizando o capitalismo) e a União Soviética (simbolizando o comunismo). A disputa entre essas duas superpotências — Estados Unidos e União Soviética — ficou conhecida como Guerra Fria. Embora isso não tenha significado uma nova guerra em proporções mundiais, gerou vários conflitos localizados, como a Guerra da Coreia, na década de 1950, e a Guerra do Vietnã, entre 1961 e 1975.

O desgaste de antigas potências mundiais, como o Reino Unido e a França, permitiu o processo de descolonização da África e da Ásia.

Nos últimos anos do século XX, ocorreu uma gradual distensão entre a União Soviética e os Estados Unidos. Em 1989, a queda do Muro de Berlim marcou simbolicamente o fim da divisão do poder mundial entre capitalistas e comunistas. Na década de 1980, a União Soviética entrou em processo de desintegração política e econômica, que levou à fragmentação do país em 1991. Com isso, as antigas nacionalidades que a compunham assumiram sua independência.

Uma economia cada vez mais globalizada — fato que se tornou ainda mais evidente no início do século XXI — trouxe novos atores para a cena internacional, entre eles alguns países antes considerados subdesenvolvidos, como Brasil, Rússia, Índia e China (os chamados BRICs).

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