Um método para estudar a História é dividi-la em períodos. A Idade Moderna é o período que vai de 1453 até 1789. Ela vem depois da Idade Média. Os historiadores consideram como início da Idade Moderna a tomada de Constantinopla pelos turcos otomanos — que marca o final do Império Romano do Oriente, ou Império Bizantino. Para alguns historiadores, no entanto, a Idade Moderna começou em 1492, quando Cristóvão Colombo chegou à América. O fato que indica o fim da Idade Moderna é a Revolução Francesa.

A Idade Moderna é considerada uma época de transição e de profundas transformações que afetaram não apenas a Europa, mas também o resto do mundo. Na base dessas mudanças estava o sistema mercantilista, que tinha como ponto principal o comércio de mercadorias. Esse sistema trazia um contraponto ao modo de produção feudal da Idade Média, que era baseado na exploração da terra.

Renascimento comercial

O renascimento comercial — que começou nos séculos XI, XII e XIII, época chamada de Baixa Idade Média — se intensificou na Idade Moderna. Entre as causas desse fenômeno estavam o aumento da população europeia, o crescimento das cidades e o desenvolvimento das manufaturas.

O castelo, como centro de atividade econômica, perdeu força e foi substituído pelas cidades burguesas. Além disso, alguns inventos proporcionaram progresso técnico e o avanço da ciência. Podem ser citadas a bússola, inventada pelos chineses, que se tornou comum entre os navegadores europeus na Idade Moderna; a pólvora, também criada pelos chineses e que revolucionou o modo de fazer guerra; e a técnica de impressão desenvolvida pelo alemão Johannes Gutenberg no século XV, que permitiu a multiplicação dos livros entre a população urbana.

Com a revolução comercial, surgiu uma nova classe social: a burguesia, que reunia banqueiros, artesãos e mercadores.

Os estados nacionais e o absolutismo

A Idade Moderna é marcada também pelo processo de centralização progressiva do poder dos reis. Formaram-se, em toda a Europa, os estados nacionais unificados, que reuniam em torno da ideia de nação populações que tinham as mesmas tradições, idioma e passado histórico. A centralização política e administrativa trazia vantagens para a burguesia, uma vez que unificava tributos, leis, moedas, pesos, medidas e regras alfandegárias de cada país.

Com o tempo, essa centralização evoluiu para o absolutismo monárquico, um sistema político no qual o rei detinha todo o poder. O poder absolutista criou, entre outras coisas, os exércitos nacionais permanentes, a burocracia administrativa e a diplomacia que regulava o relacionamento entre os países.

As grandes navegações

A tomada de Constantinopla pelos turcos trouxe um grande problema para os europeus: os turcos passaram a dominar a maioria dos portos mediterrâneos e cobravam altas taxas das caravanas comerciais que faziam o comércio de especiarias entre o Oriente e a Europa. Os outros portos por onde esses produtos chegavam eram italianos.

Era necessário abrir novas rotas comerciais, a fim de driblar a supremacia dos turcos e dos italianos. Portugal e Espanha foram os primeiros estados-nação a se organizar dessa forma. Foram também os primeiros a conseguir condições técnicas e financeiras para explorar novas terras. O caminho escolhido por ambos foi o oceano Atlântico.

Renascimento cultural

Na Idade Moderna, os europeus começaram a mudar seu modo de pensar. As atenções das pessoas se voltavam para a vida terrena — ao contrário do que ocorria na Idade Média, em que predominava o pensamento voltado para as coisas divinas. O homem passou a ter importância como protagonista dos acontecimentos. Isso se refletiu nas artes e na cultura, no que ficou conhecido como Renascimento. Entre os grandes nomes desse movimento estão Leonardo da Vinci, Michelangelo e Rafael.

A reforma protestante

As mudanças sociais, econômicas e culturais ocorridas ao longo da Idade Moderna fizeram a Igreja Católica perder poder gradativamente. Com o tempo, muitos pontos da doutrina católica começaram a ser questionados pelos fiéis. No início do século XVI, o padre Martinho Lutero publicou suas 95 teses, propondo uma reforma no catolicismo.

Essa iniciativa foi apoiada por vários religiosos e governantes europeus, representando o início de uma revolução religiosa que ficou conhecida como Reforma. A Reforma se espalhou por vários países, como Alemanha, Suíça, França, Países Baixos, Reino Unido e as nações da Escandinávia. A Igreja Católica respondeu por meio da Contra-Reforma, mas o resultado da iniciativa de Lutero foi a divisão dos cristãos do Ocidente entre católicos e reformados, ou protestantes.

O Iluminismo e a revolução

No século XVIII, surgiram pensadores que pregavam o fim do absolutismo e a construção de uma nova ordem política e social, em que teria lugar a democracia. Essa corrente de pensamento se chamou Iluminismo. Entre os principais defensores dessas ideias estavam filósofos ingleses (como Hume), franceses (como Montesquieu, Diderot e Voltaire) e alemães (como Goethe).

Como consequência desse movimento, a burguesia da França, apoiada pelo povo, realizou em 1789 a Revolução Francesa, que marca o fim da Idade Moderna e o início da Idade Contemporânea.

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