A Ilíada é a obra mais antiga — e uma das mais importantes — da literatura ocidental. É um poema épico sobre a Guerra de Troia, atribuído ao poeta grego Homero. “Ilíada” deriva de “Ílion”, o nome grego de Troia.

A Guerra de Troia foi travada entre os homens, com a participação dos deuses da mitologia grega. Metade dos deuses estava ao lado dos troianos (e os ajudava) e a outra metade fazia o mesmo com os gregos. Foi uma vitória difícil para os gregos, que contou com a intervenção de Zeus.

Importância da Ilíada

A Ilíada é uma obra de grande importância porque contém informações históricas, geográficas, filosóficas e mitológicas. Além disso, descreve o modo de vida, a conduta, os valores morais e os sentimentos das pessoas que viviam naquela época.

A Guerra de Troia teria ocorrido por volta do século XII a.C. e a Ilíada foi criada cerca de quatrocentos anos depois, no século VIII a.C. Acredita-se que Homero era um poeta cego que percorria as cidades cantando os seus poemas. Naquele tempo, os poemas eram cantados pelo poeta e acompanhados por um músico que tocava lira ou flauta.

Homero compôs dois grandes poemas — Ilíada e Odisseia que influenciaram profundamente filósofos, escritores e educadores de todos os tempos.

Quando Roma dominou a Grécia, a literatura grega foi assimilada pela cultura romana. Ao lado das obras latinas, a literatura grega se tornou modelo para a literatura ocidental.

A história da Ilíada

A Ilíada narra o nono ano da Guerra de Troia, travada entre gregos e troianos. Segundo a lenda, a guerra teve início quando a rainha Helena (mulher de Menelau), rei de Esparta, foi raptada por Páris (filho do rei Príamo), de Troia. No nono ano da guerra, Agamenon, o chefe dos exércitos gregos, tira a jovem Briseida de Aquiles, por quem ele estava apaixonado. Em protesto, Aquiles e seus soldados retiram-se dos combates. É nesse momento que começa a Ilíada.

Aquiles era o guerreiro grego mais temido pelos inimigos. Filho da deusa Tétis e do rei Peleu, ele era um semideus. Além de ser muito forte, tinha poderes especiais. Com a retirada de Aquiles, os troianos se animaram e atacaram as muralhas construídas pelos gregos, chegando até os navios.

Nesse momento, os navios gregos estão prestes a ser incendiados. Pátroclo, amigo de Aquiles, tem uma ideia. Pede emprestados o elmo e a armadura de Aquiles e vai para a luta, fazendo-se passar pelo amigo. Pátroclo

repele os troianos, mas é morto por Heitor, filho de Príamo, rei de Troia.

Louco de raiva, Aquiles volta para a guerra com ira redobrada. Ele faz os troianos recuarem para a cidade, inclusive Heitor, o comandante dos exércitos troianos, que se atemoriza com Aquiles.

Aquiles vai atrás de Heitor, trava uma dura luta com ele e o fere mortalmente. Heitor pede que Aquiles não entregue seu corpo aos cães — o que seria uma humilhação terrível. Mas o grego continua sua vingança pela morte do amigo. Amarra o corpo de Heitor atrás do seu carro e dá várias voltas com ele em torno do túmulo de Pátroclo.

Zeus, o pai dos deuses, tem de intervir para que Aquiles entregue o corpo de Heitor ao pai. A Ilíada termina com os funerais de Heitor, o príncipe troiano.

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