O Irã é um país localizado no sudoeste da Ásia. Até 1935, era conhecido no Ocidente como Pérsia. Irã significa “terra dos arianos”, o povo que se estabeleceu na região durante a Antiguidade. Sua capital é Teerã. O país tem 77.555.000 habitantes (estimativa de 2014) e sua área é de 1.628.771 km2.

Geografia

O Irã faz parte de uma região chamada Oriente Médio e tem fronteiras com vários países: Iraque, Turquia, Armênia, Azerbaijão, Turcomenistão, Afeganistão e Paquistão. Seu litoral abrange o mar Cáspio e os golfos Pérsico e de Omã.

O território iraniano é de altitudes elevadas, com exceção de algumas regiões estreitas ao longo da costa. Cadeias de montanhas rodeiam uma grande área central de terras rochosas altas e uma região de desertos. Parte dos grandes desertos é arenosa, enquanto uma crosta de sal cobre outras áreas. O ponto mais elevado no Irã é o monte Damavand, nas montanhas Elburz, no norte, com 5.671 metros. O Irã tem vulcões ativos e costuma sofrer terremotos que provocam graves danos.

As temperaturas variam de muito quentes a muito frias, dependendo do lugar e da estação do ano. A maior parte do país tem clima seco, com exceção de uma região em torno do mar Cáspio.

Flora e fauna

As florestas cobrem apenas uma pequena parte do país. As maiores ficam na região chuvosa junto ao mar Cáspio. Carvalhos e outras árvores crescem nessa área e nos montes Zagros, no sudoeste do país. No interior, de clima seco, a vegetação é composta de arbustos e ervas. Algumas poucas áreas do deserto obtêm água do subsolo — são os chamados oásis. Neles se encontram parreiras, tamareiras e amoreiras.

Entre os animais selvagens estão ursos, javalis, gazelas, asnos selvagens, coelhos e muitos tipos de roedores. Gaivotas, patos e gansos são aves comuns.

População

Muitos grupos étnicos vivem no Irã. Os persas representam o maior deles. Azerbaijanos, curdos, lúrios e outros povos formam grupos menores. O idioma principal é o persa. Cada grupo étnico tem sua própria língua. A maioria dos iranianos vive em cidades e povoados.

Cerca de 90 por cento da população pertence ao ramo xiita do islamismo, que é a religião oficial do país (na maioria dos países muçulmanos, os sunitas são o ramo mais comum do islamismo). Uma pequena porcentagem de iranianos pratica o zoroastrismo, a religião da antiga Pérsia.

Economia

O Irã é um dos maiores produtores mundiais de petróleo.Também produz gás natural e máquinas, além de produtos químicos, alimentícios, metalúrgicos e têxteis. Muitos iranianos fazem tapetes tradicionais, que são exportados para diversas partes do mundo. Os serviços — principalmente os ligados ao governo, às finanças e ao turismo — também são importantes para a economia.

Entre os produtos agrícolas, destacam-se grãos, beterraba-açucareira e muitos tipos de frutas e nozes. As ovelhas representam o principal rebanho. Empresas pesqueiras operam no golfo Pérsico e no mar Cáspio.

História

O povo ariano migrou da Ásia central para o atual Irã depois de 2000 a.C. Os dois principais grupos de arianos eram os medas e os persas. Estes últimos tomaram o controle da região por volta de 550 a.C., quando conquistaram grandes territórios. O Império Persa logo se estendeu do norte da África até o rio Indo, no sul da Ásia.

Invasão árabe

No ano 640, os árabes invadiram o Irã e introduziram o islamismo no país. Durante cerca de 850 anos, muçulmanos que não eram iranianos governaram o Irã. Em 1502, a dinastia iraniana safévida tomou o controle do país. Uma dinastia mais fraca, os qajars, governou entre 1779 e o começo do século XX. Durante o governo dos qajars, a Rússia e a Grã- Bretanha dominaram algumas regiões iranianas.

A dinastia Pahlevi

Em 1921, Reza Khan, um oficial do exército, tomou o poder. Em 1925, tornou-se xá — ou rei — e adotou o nome de Reza Pahlevi. Ele deu mais direitos às mulheres, construiu escolas modernas e uma ferrovia. Seu governo deu início à dinastia Pahlevi.

Seu filho, o xá Mohammad Reza Pahlevi, assumiu o trono em 1941. O novo xá continuou a modernizar o Irã. No entanto, também usou a polícia secreta para prender quem discordasse dele. Muitos líderes religiosos acharam que as ideias do xá eram contra o islamismo. Em 1964, o governo expulsou um líder muçulmano, o aiatolá Ruhollah Khomeini.

Do exterior, Khomeini liderou uma revolução contra o xá: seus adeptos fizeram tantos protestos no país que em 1979 Reza Pahlevi foi obrigado a deixar o Irã.

A república islâmica

Khomeini voltou para o Irã e proclamou que seria seu líder máximo, tanto político quanto religioso, até o fim da vida. Rebatizou o país com o nome de República Islâmica do Irã e adotou leis religiosas islâmicas severas, proibindo as influências ocidentais (dos Estados Unidos e da Europa). No final de 1979, ativistas que simpatizavam com a revolução invadiram a embaixada dos Estados Unidos em Teerã e tomaram 66 americanos como reféns.

Em 1980, o Iraque invadiu o Irã, dando início à Guerra Irã-Iraque. O conflito terminou em 1988 e deixou saldo de 1 milhão de vítimas entre mortos e feridos.

Khomeini morreu em 1989. O Irã escolheu um novo líder religioso, Ali Khamenei, que deu prosseguimento à política severa do governo anterior. Khamenei trabalhou com os presidentes do país, mas manteve, com outros líderes religiosos, o controle de grande parte do governo.

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