O Iraque é um país situado na antiga região da Mesopotâmia, palavra grega que significa “terra entre rios”, onde foi criada uma das primeiras civilizações do mundo. Esses rios, o Tigre e o Eufrates, ainda correm através do Iraque. Hoje em dia, o país é um dos maiores produtores de petróleo do mundo. Bagdá é sua capital e maior cidade. A população do Iraque é de 34.796.000 habitantes (estimativa de 2014) e sua área é de 434.128 km2.

Geografia

O Iraque localiza-se no sudoeste da Ásia, na região conhecida como Oriente Médio. Faz fronteira com Turquia, Irã, Kuwait, Arábia Saudita, Jordânia e Síria, e tem um litoral pouco extenso no golfo Pérsico.

As partes central e sudeste do país são de planícies, com muitos lagos. Terras baixas pantanosas cercam a área em que o Tigre e o Eufrates se encontram, perto do golfo Pérsico. O norte das planícies, entre os rios, é uma área seca conhecida como Al-Jazirah. As partes sul e oeste do Iraque são um vasto deserto. As terras altas do nordeste incluem a região montanhosa conhecida como Curdistão.

As planícies e os desertos têm verões muito quentes e invernos amenos. Essas regiões recebem pouca chuva. O nordeste é mais frio e mais úmido, especialmente nas montanhas. Tempestades de areia podem ocorrer em todas as partes do país.

Flora e fauna

No Iraque encontram-se muitas tamareiras e poucas florestas. Salgueiros, choupos e alcaçuzes crescem ao longo dos rios Tigre e Eufrates. Juncos e altas gramíneas cobrem os pântanos. Há poucas plantas nos desertos e nas planícies áridas.

Os animais selvagens do Iraque incluem hienas, porcos, chacais, raposas e coelhos. Entre as muitas variedades de aves estão patos, perdizes, narcejas e garças. Também são criados búfalos nas terras pantanosas.

População

Os iraquianos étnicos formam a maioria da população do país e falam o árabe, que é a principal língua local. Os curdos formam o segundo maior grupo, falam curdo e vivem principalmente no norte e no nordeste. Quase todos os iraquianos são muçulmanos.

A maior parte dos iraquianos reside em cidades e vilas, onde têm um estilo de vida moderno, semelhante ao ocidental. Bagdá é de longe a maior cidade, e Mossul é a segunda mais populosa.

Diversos sítios arqueológicos famosos estão localizados no Iraque, e objetos desses sítios estão em exibição no Museu de Mossul e no Museu Nacional do Iraque, em Bagdá. Porém alguns museus sofreram perdas e alguns sítios arqueológicos foram perturbados na desordem que se seguiu à invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003.

Economia

O petróleo foi descoberto no Iraque em 1927. As guerras do fim do século XX e do início do XXI prejudicaram muito a economia do país. Contudo, o petróleo ainda fornece quase todos os ganhos comerciais do Iraque. O país também produz derivados de petróleo, produtos químicos, materiais de construção e alimentos industrializados. O comércio iraquiano foi prejudicado devido à Guerra do Golfo de 1991 e às restrições comerciais que perduraram mesmo após o fim do conflito.

A agricultura é parte importante da economia, embora a guerra tenha interferido nessa atividade também. Entre as principais culturas estão trigo, tâmara, tomate, cevada, laranja e uva. Os iraquianos também criam carneiros e gado bovino.

História

A história do Iraque remonta a milhares de anos. Por volta do ano 3300 a.C., os sumérios criaram uma das primeiras civilizações do mundo na Mesopotâmia. Mais tarde, a Babilônia e a Assíria se tornaram grandes potências da região. A Pérsia assumiu o controle da Mesopotâmia por volta de 540 a.C. Os persas governaram até aproximadamente 330 a.C, quando Alexandre, o Grande conquistou a área.

Domínios árabe e otomano

A partir do século II a.C., a Mesopotâmia se tornou um campo de batalhas entre vários povos, situação que perdurou por centenas de anos. Muçulmanos da Arábia conquistaram a área no século VII d.C. Por algum tempo, Bagdá foi o centro do mundo islâmico. Muitos dos maiores filósofos, poetas e escritores muçulmanos viveram ali. Em 1258, os mongóis, um grupo da Ásia central, conquistaram a cidade. O Iraque tornou-se então uma terra de pequenos reinos. Os turcos otomanos assumiram o domínio da região no século XVI. O Iraque permaneceu como parte do Império Otomano até o século XX.

A República do Iraque

Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), tropas britânicas ocuparam Bagdá e derrubaram o governo otomano. Após a guerra, o Iraque permaneceu sob o domínio britânico. Em 1921, o país tornou-se uma monarquia, alcançando independência plena em 1932. Uma revolução comandada por um grupo de oficiais do exército pôs fim à monarquia em 1958, transformando o Iraque em república.

Nos anos 1960 e 1970, o governo iraquiano enfrentou a rebelião dos curdos, que queriam autonomia. O Irã forneceu ajuda militar aos rebeldes, o que estremeceu as relações entre o Iraque e o Irã. A rebelião curda terminou em 1975, mas lutas ocasionais continuam ocorrendo no século XXI.

As guerras Irã-Iraque e do Golfo

Saddam Hussein tornou-se presidente do Iraque em 1979. Um ano mais tarde, o Iraque invadiu o Irã. A Guerra Irã-Iraque durou até 1988. Nenhum dos lados obteve uma vitória absoluta.

Em 1990, Saddam ordenou que as tropas iraquianas invadissem outro país vizinho, o Kuwait. O Iraque alegava que o Kuwait era parte de seu território desde 1871. A invasão levou à Guerra do Golfo, no início de 1991. Em menos de dois meses, um grupo de países sob o comando dos Estados Unidos expulsou as forças iraquianas do Kuwait.

Distúrbios contínuos

No fim da Guerra do Golfo, inspetores de armas das Nações Unidas entraram no Iraque. Eles queriam assegurar-se de que o país destruíra algumas de suas armas e de que parara de fabricá-las. O Iraque se recusou a cooperar com os inspetores.

Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha temiam que o Iraque estivesse fabricando armas ilegais. Com essa justificativa, forças americanas e britânicas invadiram o país em março de 2003. Saddam se escondeu imediatamente após a invasão, e tropas estrangeiras assumiram o controle do Iraque. Saddam foi capturado pelas tropas americanas em dezembro de 2003 e executado três anos depois. Forças estrangeiras e líderes iraquianos trabalharam então para estabelecer um novo governo no país. No entanto, alguns iraquianos continuaram a se opôr às tropas estrangeiras e aos novos líderes do país. A violência também eclodiu entre os sunitas e os xiitas, os dois principais ramos do islamismo. As forças dos EUA deixaram o Iraque em dezembro de 2011.

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