Conhecida como Ilha Esmeralda, a Irlanda é famosa por seu interior verdejante. Por muito tempo em sua história, lutou contra o domínio da Grã-Bretanha, e a maior parte da ilha conquistou a independência na década de 1920. A Grã-Bretanha, porém, continuou a dominar a área da ilha que constitui a Irlanda do Norte, também chamada de Ulster. Na década de 1990, a república independente da Irlanda tornou-se membro bem-sucedido da União Europeia. Sua capital é Dublin. O país tem 4.596.000 habitantes (estimativa de 2014) e sua área é de 70.273 km2.

Geografia

A República da Irlanda ocupa a maior parte da ilha da Irlanda. Sua vizinha, a Irlanda do Norte, ocupa um sexto do território insular. O mar da Irlanda separa a ilha da costa oeste da Grã-Bretanha. O oceano Atlântico limita o oeste da Irlanda.

Uma planície baixa se espalha pela maior parte do leste e do centro da Irlanda. Colinas e montanhas de pouca altitude encontram-se principalmente no oeste. O rio Shannon é o mais famoso do país. Os verões são amenos, e os invernos, frios e muito chuvosos.

Flora e fauna

Relva, urze e pastagens cobrem a maior parte do país. Musgos e liquens crescem por toda a ilha. A Irlanda tem poucas árvores, pois as florestas originais foram abatidas há muito tempo para a extração de madeira e para dar lugar à agricultura.

A Irlanda conta com grande variedade de aves e peixes. Entre os mamíferos, há ratos, lebres e arminhos (animais semelhantes a doninhas). O único réptil existente é um tipo de lagarto. Não há cobras. Segundo a lenda, São Patrício acabou com todas as cobras da ilha, mas o mais provável é que elas nunca tenham existido lá.

População

A maioria da população do país é irlandesa e descende dos antigos celtas. Há também uma minoria inglesa. As escolas ensinam irlandês (também chamado de gaélico) e inglês, mas o idioma do cotidiano é o inglês. A religião católica predomina. Cerca de 40 por cento da população vive em áreas rurais.

A partir de meados do século XIX, um grande número de pessoas deixou a Irlanda devido a safras agrícolas perdidas, à economia instável e ao alto índice de desemprego. Como resultado do histórico de emigrações do país, hoje em dia centenas de milhares de pessoas nascidas na Irlanda moram fora de sua terra natal; além disso, milhões de cidadãos de outros países são de origem irlandesa.

Economia

A economia da Irlanda dependeu da agricultura por boa parte do século XX. Na década de 1990, porém, o país teve grande crescimento econômico, em parte impulsionado pelo surgimento de indústrias de tecnologia. Agora, as principais atividades econômicas do país estão ligadas a serviços, principalmente nas áreas de finanças, transportes e administração pública. O turismo também é uma atividade de peso no país.

Indústria, mineração e construção são outros setores econômicos importantes. O país produz equipamentos de escritório, computadores, produtos químicos, medicamentos, bebidas alcoólicas e vestuário. Os recursos naturais limitam-se ao zinco, ao chumbo e à prata, além de pequenas reservas de gás natural e carvão.

Hoje, a agricultura tem peso menor na economia irlandesa. Cultivam-se beterrabas, cevada, trigo e batatas. Há criação de gado para obtenção de carne e leite, de ovelhas para a produção de e de porcos, pela carne. A pesca é outra fonte alimentar.

História

O homem já vivia na Irlanda cerca de 8 mil anos atrás. Por volta de 300 a.C., europeus conhecidos como celtas invadiram a ilha, exterminaram quase todos os habitantes originais e fundaram reinos.

No século V d.C., São Patrício ajudou a disseminar o cristianismo na Irlanda. O país se manteve em paz até o fim do século VIII, quando houve a invasão dos vikings, que só foram derrotados em 1014.

Domínio inglês

Em 1170-1171, exércitos ingleses conquistaram grandes áreas da Irlanda. No início do século XVII, a Inglaterra enviou protestantes ingleses e escoceses para se radicarem no norte da Irlanda. Os irlandeses católicos revoltaram-se contra esses colonos em 1641, mas os ingleses sufocaram as revoltas e também impuseram rígidas leis contra o catolicismo. No final do século XVII, a Inglaterra mantinha um rígido controle sobre a ilha. Em 1801, o Ato da União integrou a Grã-Bretanha (Inglaterra, Escócia e País de Gales) e a Irlanda, formando o Reino Unido.

Independência

Os irlandeses reagiram fortemente contra o domínio britânico. A partir de 1919, o Exército Republicano Irlandês (IRA, sigla do nome em inglês) passou a combater o exército britânico, visando a conseguir a independência. Em 1921, a Grã-Bretanha concordou em fazer da parte sul da ilha o Estado Livre da Irlanda. No entanto, seis condados protestantes do norte permaneceram sob controle britânico direto. Em 1937, o Estado Livre da Irlanda passou a se chamar Éire, ou Irlanda. O país manteve alguns laços com a Grã-Bretanha, porém adotou uma nova constituição.

Em 1948, a Irlanda votou por tornar-se uma república totalmente independente. A Grã-Bretanha e a Irlanda disputaram o controle da Irlanda do Norte até 1973. Nesse ano, o governo da Irlanda reconheceu o domínio britânico no norte. O IRA, porém, já separado do governo irlandês, continuou a atacar os britânicos, na esperança de unir toda a Irlanda.

Em 1992, a Irlanda votou a favor da adesão à União Europeia. No início do século XXI, a Irlanda acolheu um grande número de imigrantes pela primeira vez em sua história atual. A partir de 2008, porém, uma nova onda forte de emigrações teve início, dessa vez principalmente de trabalhadores especializados e com educação superior.

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