Israel, um país localizado no Oriente Médio, na Ásia, foi fundado em 1948. Depois de quase 2 mil anos sem país próprio, os judeus voltaram a ter um território para estabelecer sua nação. Em virtude de ficar numa área disputada pelos árabes, Israel enfrenta conflitos com os árabes vizinhos. O país também se defronta com a violência entre judeus e árabes (conhecidos como palestinos) que vivem dentro de seu território. Israel afirma que sua capital é a cidade de Jerusalém. O país tem uma área de 21.643 km2 (sem contar a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, ocupadas por Israel) e população de 7.858.000 (estimativa de 2014; não inclui os israelenses da Cisjordânia e da Faixa de Gaza).

Geografia

Israel faz fronteira com o Egito, a Jordânia, a Síria e o Líbano. O mar Mediterrâneo fica a oeste. Os israelenses e os árabes da região discordam há muito tempo sobre os limites do território israelense.

O país tem uma planície estreita ao longo da costa e montanhas nas regiões norte e central. O monte Meron, o mais alto do país, fica nas montanhas da Galileia, no norte. Diversos vales se estendem pela região leste de Israel. No sul fica uma área seca e acidentada chamada Neguev.

No leste, o rio Jordão corre em direção ao sul, desembocando no mar da Galileia, de água doce, e no mar Morto, de água salgada. Este último é o lugar mais baixo da Terra e fica 400 metros abaixo do nível do mar. Em geral, Israel tem invernos temperados e úmidos e verões quentes e secos.

Flora e fauna

Os israelenses atuais plantaram milhões de árvores para substituir as florestas que foram cortadas muito tempo atrás. Arbustos cobrem as colinas, e uma vegetação de cerrado desértico cresce no Neguev. Árvores cítricas se desenvolvem na planície costeira.

Entre os animais de Israel há gatos-do-mato, javalis, gazelas, cabritos-monteses, chacais, hienas e texugos. Entre os répteis existem lagartos e víboras. As aves mais comuns são perdizes, cucos e cotovias-do-deserto.

População

Os judeus representam mais de três quartos da população. Vindos de todo o mundo, eles começaram a se assentar na região mesmo antes de 1948, ano em que Israel se tornou um país independente. Entre o resto da população, a maioria é de árabes. O judaísmo é a principal religião, e a maior parte dos árabes professa o islamismo. O hebraico e o árabe são os principais idiomas. Muitas pessoas também falam inglês. A maioria da população mora nas cidades, principalmente no litoral.

Economia

A economia de Israel é baseada nos serviços, incluindo o turismo e os setores bancário e governamental. A indústria também é importante. O país é um destacado produtor de diamantes lapidados e polidos. Também fabrica produtos eletrônicos, químicos e metalúrgicos, programas de informática, máquinas, equipamentos para transporte, alimentos processados, gêneros de papelaria e vestuário.

Apenas um pequeno número de pessoas trabalha na agricultura, mas as fazendas israelenses produzem grande parte da comida consumida no país. As culturas incluem batatas, tomates, frutas cítricas, trigo, uvas, maçãs, melões, azeitonas e algodão. Os principais rebanhos são de ovelhas e de gado bovino.

História

O território hoje conhecido como Israel faz parte de uma região chamada Palestina. A área era a antiga terra natal dos judeus. Muito tempo atrás, ficou sob o domínio de outros povos, embora alguns judeus continuassem a viver na região. No século VII, a região foi incorporada ao mundo muçulmano. No fim do século XIX, os judeus iniciaram um movimento chamado sionismo, que tinha por finalidade recriar um estado judaico. Os árabes que viviam na Palestina se opuseram ao movimento.

Em 1918, os britânicos ocuparam a Palestina. Depois da Segunda Guerra Mundial, pediram a ajuda das Nações Unidas para intermediar as disputas entre os judeus e os árabes palestinos. Em 1947, as Nações Unidas votaram a favor da divisão da região em dois estados separados, um judeu e outro árabe. Líderes árabes se recusaram a aceitar a decisão. O estado de Israel declarou sua independência em 1948.

As guerras árabe-israelenses

Egito, Jordânia, Síria, Líbano e Iraque imediatamente declararam guerra a Israel, que saiu vencedor. Essa foi a primeira de várias guerras árabe-israelenses. Em 1949, Israel assumiu o controle de três quartos da Palestina, o dobro do território que havia sido proposto pelas Nações Unidas.

Israel ganhou mais território na Guerra dos Seis Dias, em 1967: tomou da Jordânia o leste de Jerusalém e a Cisjordânia; do Egito, a península do Sinai e a Faixa de Gaza; e, da Síria, as colinas de Golã. Em 1973, o Egito e a Síria lançaram um ataque-surpresa contra Israel, que perdeu muitos soldados, mas conseguiu vencer a guerra.

Em 1979, Israel e Egito assinaram um tratado de paz. No entanto, as relações israelenses com outros países árabes continuaram precárias. Em 1982, Israel invadiu o Líbano, com o objetivo de expulsar os combatentes palestinos pertencentes à Organização para a Libertação da Palestina (OLP). Em 1987, os palestinos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza começaram um protesto violento (intifada, em árabe) contra Israel.

O difícil processo de paz

As conversações de paz entre Israel, Palestina e os países árabes tiveram início em 1992. No ano seguinte, Israel concordou em dar aos palestinos controle limitado sobre a Faixa de Gaza e a Cisjordânia. Logo depois disso, assinou um tratado de paz com a Jordânia. No ano 2000, os soldados israelenses saíram do Líbano. Cinco anos mais tarde, Israel retirou seus soldados e colonos da Faixa de Gaza. No entanto, o processo de paz continuou a enfrentar dificuldades.

Translate this page

Choose a language from the menu above to view a computer-translated version of this page. Please note: Text within images is not translated, some features may not work properly after translation, and the translation may not accurately convey the intended meaning. Britannica does not review the converted text.

After translating an article, all tools except font up/font down will be disabled. To re-enable the tools or to convert back to English, click "view original" on the Google Translate toolbar.