O Japão é um país da Ásia marcado pelo contraste entre o velho e o novo. Embora valorize suas ricas tradições culturais, é conhecido pela economia vigorosa e moderna e pela tecnologia avançada. Sua capital é Tóquio. O país tem 127.063.000 habitantes (estimativa de 2014) e sua área é de 377.873 km2.

Geografia

O Japão fica no oceano Pacífico, perto da costa oriental da Ásia. É composto por quatro ilhas grandes e mais de 3.900 ilhas menores. Elas formam um arco que se estende por cerca de 2.400 quilômetros. As principais ilhas, do norte para o sul, são Hokkaido, Honshu, Shikoku e Kyushu. A maior delas é Honshu, considerada o continente japonês. É nela que fica a cidade de Tóquio.

O oceano Pacífico banha as praias orientais japonesas. A oeste, o mar do Japão separa o país da Coreia do Norte, da Coreia do Sul e da Rússia. A China fica no sudoeste, do outro lado do mar da China Oriental.

A maior parte do território é formada por montanhas, algumas delas com vulcões ativos. O monte Fuji, na parte central de Honshu, é o ponto mais elevado do país, com 3.776 metros.

De modo geral, as ilhas do sul são mais quentes que as do norte. Todas elas recebem muita chuva. A cada ano, o país sofre centenas de tremores de terra, de intensidade variada, que não causam muito dano. Porém, em março de 2011 um terremoto de grande magnitude deixou milhares de mortos e destruiu muitas edificações.

Flora e fauna

Grande parte do Japão é coberta por florestas. As árvores perenes incluem pinheiros, ciprestes, pinheiros-do-canadá, cedros e abetos. Entre as numerosas árvores de folhas largas destacam-se o carvalho, o bordo, o freixo, a faia, a bétula e o álamo. No sul e no centro do país há bambus e palmeiras. A cerejeira, conhecida como símbolo do Japão, é plantada em todo o país.

Mamíferos como o urso, a raposa, o veado, o javali, o antílope, a lebre e o macaco selvagem vivem nas florestas das montanhas. Nos mares há baleias, golfinhos, toninhas e uma grande variedade de peixes. A criação do peixinho dourado e da carpa colorida é uma especialidade japonesa.

População

A maioria dos japoneses tem a mesma origem étnica e cultural. São parentes próximos de outros povos da Ásia oriental. Um grupo de japoneses, os burakumin (povo da aldeia), vive quase sempre em condições de maior pobreza que o resto da população. Seus ancestrais pertenciam à classe mais baixa da sociedade japonesa tradicional. Os coreanos constituem o maior grupo minoritário. Há também um pequeno número de ainos, um povo mais antigo, nativo do norte do Japão.

A língua predominante é o japonês. O xintoísmo e o budismo são as religiões mais importantes. A maioria dos japoneses vive nas cidades, principalmente em Honshu.

Economia

A maioria dos japoneses trabalha na área de serviços, que inclui bancos, assistência médica e comunicações. A indústria e o comércio internacional também são partes fortes da economia. O Japão é um dos mais importantes produtores de navios, automóveis, relógios e artigos eletrônicos — sobretudo celulares, televisores, computadores, câmeras, fotocopiadoras e robôs —, mas fabrica também aço, produtos químicos, plásticos, cimento, tecidos e papel.

A produção agrícola é variada, com ênfase nas culturas de arroz, batata, beterraba, frutas, legumes, verduras e chá. O volume de pesca do Japão é maior que o de boa parte dos países, pois o peixe é uma das bases de sua alimentação.

História

O Japão é habitado há pelo menos 10 mil anos. De acordo com a lenda, o imperador Jimmu fundou o estado japonês em 660 a.C. No entanto, os registros históricos mostram que o país só se unificou por volta do final do século IV ou início do século V.

Durante séculos, os japoneses tomaram emprestados elementos da cultura chinesa. Eles adotaram os caracteres chineses para escrever seu idioma e também formas de organização do poder público. Foi somente depois do século IX que a cultura japonesa se individualizou.

Governo militar

Durante o século XII, uma classe de guerreiros chamados samurais ganhou poder. Esses guerreiros desenvolveram habilidades militares avançadas. Logo estabeleceram um governo militar, chamado xogunato, que predominou no Japão de 1192 a 1867. Embora o país tivesse um imperador, este detinha menos poder que o xógum, ou chefe militar.

Enquanto isso, o Japão estabelecia contatos comerciais com o mundo externo. As missões comerciais para a China começaram em 1404. Em 1543 chegaram ao país comerciantes portugueses. Depois vieram espanhóis, ingleses e holandeses.

Durante os séculos XVII e XVIII, poderosos xóguns da família Tokugawa governaram o país. Nesse período houve paz e estabilidade, e a economia floresceu. Ao mesmo tempo, os xóguns começaram a temer que potências estrangeiras dominassem o país e por isso proibiram o cristianismo (uma religião estrangeira), não permitiram mais as viagens ao exterior e reduziram o comércio externo.

Em meados do século XIX, o xogunato Tokugawa já não conseguiu manter longe os comerciantes europeus e americanos. O prestígio que o xógum tinha entre os japoneses deixou de existir. Em 1868, ele foi forçado a renunciar.

O império japonês

O Japão montou um novo governo, sob a liderança do imperador Meiji — a palavra “meiji” significa “governo iluminado”. A transferência de poder do xogunato para o imperador marcou o começo da era moderna no Japão.

Logo o Japão começou a construir um império, derrotando a China e a Rússia em uma guerra. Em 1910, a Coreia tornou-se colônia japonesa. Na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), o Japão lutou ao lado dos Aliados (Reino Unido, França e Rússia, entre outros) e anexou novos territórios na Ásia oriental.

Segunda Guerra Mundial

Em 1931, o Japão tomou da China a região chamada Manchúria. Em 1937, mandou tropas à China e, em 1940, ao sudeste asiático. Os japoneses também fizeram uma aliança com a Alemanha e a Itália. Os três países eram conhecidos como as potências do Eixo e lutaram contra os Aliados durante a Segunda Guerra Mundial (1938-1945).

Em 1941, o Japão atacou forças americanas em Pearl Harbor, no Havaí. O ataque levou os Estados Unidos a entrarem na guerra. Em 1945, os americanos lançaram bombas atômicas sobre Hiroxima e Nagasáqui, destruindo ambas as cidades e matando mais de 100 mil pessoas. Isso levou o Japão a se render.

O Japão no pós-guerra

Depois da guerra, o Japão precisou dissolver suas forças armadas e desistir de todo território ocupado desde 1895. Além disso, forças americanas ocuparam o país até 1952. Uma nova constituição, promulgada em 1947, tirou o poder do imperador e tornou o governo mais democrático.

A economia arruinada se restaurou com os investimentos no desenvolvimento de novas tecnologias. Com isso, em 1990 o Japão tinha uma das maiores economias do mundo. Embora o crescimento econômico tenha se desacelerado ao longo da década de 1990, o país continua sendo um dos mais ricos.

Em março de 2011, um terremoto de magnitude 9,0 atingiu a costa da ilha Honshu. Foi o terremoto mais poderoso que já ocorreu no Japão. O tremor provocou um tsunami que arrastou carros e casas no norte do país. A combinacão de terremoto e tsunami deixou milhares de mortos e causou um grave acidente na usina nuclear da cidade de Fukushima.

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