O escritor francês Jean de La Fontaine nasceu na região da Champanhe, na França. Em 1647, casou-se com Marie Héricart, de quem se separou em 1658. Trabalhou como inspetor de águas e florestas, ofício que herdou do pai, porém mais tarde decidiu se tornar escritor. Com o auxílio de vários mecenas, entre eles Nicolas Fouquet, a condessa de Orléans e a Madame de La Sablière, dedicou-se exclusivamente às letras. Nos salões desses nobres, reuniam-se intelectuais, filósofos e escritores. Em 1683, foi eleito para a Academia Francesa, depois de enfrentar certa oposição do rei, por ser pouco ligado aos assuntos religiosos e às convenções.

As fábulas

La Fontaine estreou com a obra Contos, em 1665, publicada em vários volumes. Mas sua obra mais importante, que o tornou conhecido mundialmente, foram as Fábulas, que reúnem histórias famosas em todos os continentes, como “O lobo e o cordeiro” e “A cigarra e o formiga”. A fábula é um conto popular que, em geral, tem personagens animais que agem como gente e termina com uma lição de moral.

As Fábulas foram escritas em versos e compõem doze livros. Os seis primeiros foram publicados em 1668, e os restantes, entre 1678 e 1694. La Fontaine destacou-se pela habilidade narrativa e pelos textos reflexivos. Parte do conteúdo de sua obra foi baseado nas fábulas de Esopo e do Oriente — eram histórias muito simples que foram enriquecidas pelo escritor. Ele criou miniaturas de dramas e de comédias deliciosas, com descrições hábeis dos personagens e falas expressivas. Em cenários rústicos, evocava o charme da vida no campo.

Nas mais de 240 fábulas que escreveu, a diversidade de temas e de tratamento é impressionante. Normalmente La Fontaine retratava a hierarquia social da época, muitas vezes com certa ironia. Em alguns momentos, as Fábulas refletem assuntos políticos e sociais, mas seu tema maior é o da fábula tradicional: a experiência cotidiana das pessoas expressa por grande diversidade de personagens e suas emoções, atitudes e situações típicas.

A moral das fábulas

Inúmeros críticos classificaram a moral das fábulas de La Fontaine e concluíram, com acerto, que elas eram a síntese de uma grande sabedoria, que, de modo geral, tendia para a prudência. Camponeses, heróis da mitologia grega e animais, cada um deles desempenhava o seu papel. O tom poético dos seus versos deve-se em boa parte a esses personagens que, por pertencerem a todos os séculos e, portanto, a nenhum século em especial, trazem uma mensagem atemporal, isto é, que não é afetada pelo tempo.

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