Joaquim Manuel de Macedo escreveu o primeiro romance brasileiro de êxito popular, A moreninha, sucesso desde a sua primeira edição, em 1844.

Como viveu o escritor

Macedo nasceu em Itaboraí, no interior do Rio de Janeiro, no dia 24 de junho de 1820. Formou-se em medicina em 1844 e, no mesmo ano, publicou A moreninha, sobre o amor dos adolescentes. Tinha uma simplicidade espontânea e muita facilidade de contar histórias.

Abolicionista, mas estimado pelo imperador dom Pedro II, foi professor da princesa Isabel. As três histórias de As vítimas algozes (1869) mostram a miséria moral provocada pela escravidão.

Macedo foi uma figura muito popular no Brasil imperial. Divulgou o romantismo brasileiro, ao lado do grande poeta Gonçalves Dias, na revista Guanabara (1849-1856). Professor do Colégio Pedro II, fundou o Instituto Histórico e Geográfico. Foi deputado regional (1850, 1853, 1854-1859) e nacional (1864-1868, 1873-1871).

O escritor morreu no dia 11 de abril de 1882, perto de completar 62 anos.

Obras

Joaquim Manuel de Macedo escreveu dezoito romances, entre os quais O moço loiro, de 1845, sobre o amor de um personagem misterioso, e Os dois amores, de 1848. Foi autor, também, de dezesseis peças de teatro, que alguns consideram as suas melhores obras. Uma peça destacada é A torre em concurso, 1863. A nebulosa (1857) é considerado o melhor poema-romance do romantismo brasileiro. Seus livros de crônicas e recordações, Memórias da Rua do Ouvidor (1878) e Um passeio pela cidade do Rio de Janeiro (1863), constituem grandes documentos da vida brasileira na cidade do Rio de Janeiro do século XIX.

O tema de sua obra romântica era, acima de tudo, o amor. Sempre foi admirado pelo público. No entanto, parte dos críticos o acusa de não saber separar o necessário do superficial; por isso, seu trabalho como escritor seria mais semelhante ao de um documentarista trabalhando com um gravador ou uma máquina fotográfica.

A Moreninha continua em listas de leitura obrigatória na formação escolar brasileira e já foi adaptado para o cinema (em dois filmes) e a televisão (em duas novelas). O escritor é o patrono da cadeira número 20 da Academia Brasileira de Letras.

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