José Bonifácio de Andrada e Silva, conhecido como o “Patriarca da Independência”, foi um naturalista e estadista brasileiro, com forte influência política no Primeiro Reinado (o governo de dom Pedro I). Foi ministro no período da Regência (entre os governos de dom Pedro I e dom Pedro II) e, depois, do Império de Brasil, além de ter sido constituinte e tutor de dom Pedro II. Representante das elites rurais, foi um político conservador, apesar de ter liderado o movimento pela independência do Brasil e participado da luta pela abolição da escravatura.

José Bonifácio nasceu em Santos, no dia 13 de junho de 1763, em uma família de ricos comerciantes ligados à aristocracia portuguesa. Como todo brasileiro de posses, foi estudar ciências naturais e direito em Coimbra, em Portugal, onde se destacou como geólogo. Financiado pela Corte portuguesa, viajou por mais de dez anos pela Europa, absorvendo conhecimentos em diversas áreas, principalmente em mineralogia. Aos 37 anos, era um cientista conhecido e consagrado. De volta à Universidade de Coimbra, ocupou a cátedra de metalurgia, especialmente criada para ele. Foi intendente-geral das minas de Portugal e chegou a chefiar a polícia do Porto.

Retornou ao Brasil em 1819, onde a corte portuguesa estava instalada desde 1808. Tinha 56 anos e logo se engajou na luta pela autonomia da colônia. Em 24 de dezembro de 1821, quando a Corte portuguesa determinou que o príncipe regente dom Pedro retornasse a Portugal, José Bonifácio escreveu-lhe uma carta pedindo que ficasse no Brasil. Certamente deve-se à influência de José Bonifácio a adesão de dom Pedro ao movimento pela independência. Há autores que consideram que foi graças à sua orientação que a Independência do Brasil se deu sem choques. Foi ministro do Reino e dos Negócios Estrangeiros de janeiro de 1822, ainda na Regência, a julho de 1823.

Proclamada a independência, José Bonifácio organizou a repressão aos focos de resistência à separação do Brasil em relação a Portugal. Ministro do novo império, implantou uma política centralizadora, que lhe trouxe muitos inimigos. Acabou rompendo com o imperador, em 1823. Na oposição, ele e seus irmãos Antônio Carlos e Martim Francisco passaram a combater o governo de dom Pedro na Assembleia e no jornal Tamoio, que fundaram em agosto de 1823. Os três acabaram exilados na França por seis anos. De volta ao Brasil, José Bonifácio reconciliou-se com o imperador, que o escolheu como tutor de seu filho, o futuro dom Pedro II, quando abdicou em 1831 e retornou a Portugal. José Bonifácio permaneceu no cargo até 1833, quando foi demitido pelo governo da Regência.

José Bonifácio de Andrada e Silva morreu aos 75 anos, numa modesta casa, em Niterói, no dia 6 de abril de 1838.

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