José Lins do Rego é um escritor brasileiro do período modernista que representa o chamado romance nordestino, ou regional. Essa corrente literária reuniu, nos anos 1930, outros autores importantes, como Raquel de Queirós, José Américo de Almeida, Jorge Amado e Graciliano Ramos.

Como viveu o escritor

José Lins do Rego Cavalcânti nasceu no Engenho Corredor, na cidade de Pilar, no estado da Paraíba, em 3 de julho de 1901. Como ficou órfão de mãe, foi criado pelos avós maternos no meio rural, no engenho do avô. Foi estudar na cidade da Paraíba (hoje João Pessoa) e depois em Recife, onde se formou em direito, no ano de 1923.

Trabalhou como promotor público em Manhuaçu, no estado de Minas Gerais e, a partir de 1926, como funcionário do Ministério da Fazenda, em Maceió, no estado de Alagoas. Transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1935, onde começou a escrever também para jornais. Apaixonado por futebol, foi dirigente do Flamengo e da Confederação Brasileira de Desportos (CBD).

Era um escritor respeitado e seus livros faziam sucesso. Por isso, em 1955, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras (ocupou a cadeira número 25). Viajou pela América do Sul, pela Europa e pelo Oriente, algumas vezes, como representante do Brasil no exterior. Faleceu no Rio de Janeiro, em 12 de novembro de 1957, com 56 anos.

José Lins do Rego era uma pessoa inquieta, que oscilava entre a euforia e a depressão. Os estudiosos de literatura apontam essa instabilidade também em sua obra. Ele sempre é incluído nas listas dos melhores escritores brasileiros de todos os tempos.

Obras

Os livros escritos por José Lins do Rego refletem sua infância no meio rural e no engenho de açúcar do avô. Ele foi transformando em narrativas as suas experiências de vida. Seu primeiro romance chama-se, justamente, Menino de engenho, e foi publicado em 1932. Com Doidinho, Banguê (pronuncia-se “bangüê”), O moleque Ricardo e Usina, forma o “ciclo da cana-de-açúcar”. São histórias que mostram o declínio da atividade canavieira no Nordeste brasileiro, uma fase importante na economia do país.

Pureza, Pedra Bonita e Riacho Doce são outros livros escritos por ele também na década de 1930, seu período mais produtivo. Entre 1941 e 1953, publicou Água-mãe, Fogo morto, Eurídice e Cangaceiros. José Lins do Rego escreveu ainda livros de viagens, memórias, crônicas, ensaios e uma obra para crianças, Histórias da velha Totônia (1936).

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