José Martiniano de Alencar é o maior escritor do Romantismo brasileiro. Filho do presidente da província do Ceará, que depois foi senador do império, José de Alencar nasceu em Mecejana, no Ceará, em 1829. Aos 11 anos mudou-se com a família para o Rio de Janeiro. Na infância, ele lia muito e tirava boas notas no colégio. Aos 13 anos, começou a escrever.

Na juventude, Alencar mudou-se para São Paulo para cursar a Faculdade de Direito. Nesse período, dedicou-se à leitura de autores clássicos da literatura, filósofos, historiadores e cronistas do Brasil colonial. Depois de formado, ele voltou para o Rio de Janeiro, onde tornou-se crítico literário e iniciou sua longa carreira de escritor.

Em 1857, Alencar lançou sua primeira obra, O guarani, em folhetim — publicação de romance no jornal, sendo um capítulo por dia ou por semana. O guarani obteve enorme sucesso. As pessoas corriam às bancas para comprar o jornal e iam lendo a história na rua mesmo. O autor ficou famoso com seu primeiro livro.

José de Alencar criou uma literatura nacionalista, em que procurava destacar a maneira de sentir, pensar e escrever do brasileiro. Ele queria criar uma língua brasileira, para diferenciá-la da língua portuguesa. Seus livros abordam os costumes da época e temas da história do Brasil, tendo como preocupação essencial a busca da identidade nacional.

Sua obra costuma ser dividida em quatro grupos:

1) romances urbanos (dentre eles, Cinco minutos, 1860; A viuvinha, 1860; Senhora, 1875);

2) romances históricos (As minas de prata, 1865; A guerra dos mascates, 1873 etc.);

3) romances indianistas (O guarani, 1870; Ubirajara, 1874; Iracema, 1875 etc.);

4) romances regionalistas (O gaúcho, 1870; O sertanejo, 1876 etc.).

Alencar dedicou-se também à política. Foi deputado do Ceará pelo Partido Conservador e ministro da Justiça. O autor casou-se aos 35 anos e teve seis filhos. José de Alencar morreu aos 48 anos, no Rio de Janeiro.

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