Juan Perón foi um coronel do exército que, por três vezes, presidiu a Argentina. Perón é considerado um dos mais notáveis políticos latino-americanos do século XX. No entanto, talvez no futuro venha a ser lembrado principalmente por causa de seu casamento com Eva Duarte, uma figura muito popular que continuou sendo adorada mesmo depois de morta.

Infância e juventude

Juan Domingo Perón nasceu na província de Buenos Aires, na Argentina, em 8 de outubro de 1895. Pertencente a uma família de classe média baixa, entrou na escola militar com 16 anos e, em seguida, juntou-se ao exército.

Início de carreira

Na década de 1930, Perón trabalhou como especialista militar para a equipe diplomática da Argentina na Itália. Ele fez parte do grupo militar que derrubou o governo civil argentino em 1943 e logo se tornou uma figura importante na política do país. Em 1945, havia se tornado vice-presidente e ministro da Guerra. Trabalhadores braçais e membros do exército eram seus principais apoiadores. No início de outubro de 1945, em um ato imprevisto, civis e oficiais que lutavam por um governo constitucional forçaram a deposição de Perón e o fizeram prisioneiro.

Eva Duarte, uma atriz popular do rádio e do cinema, uniu-se aos sindicatos para ir ao socorro de Perón, organizando o apoio dos trabalhadores. Em 17 de outubro Perón foi libertado e, poucos dias depois, casou-se com Eva — ou Evita, como ficou conhecida.

Presidência e exílio

Perón foi eleito presidente em 1946. Sob sua liderança, a situação das classes médias e trabalhadoras melhorou. Perón construiu fábricas e forneceu dinheiro para obras públicas, porém também controlava as forças armadas, as quais usou para dominar o resto do país. Perón restringiu severamente as liberdades constitucionais e, em certas áreas, chegou a eliminá-las. Ao mesmo tempo, Evita se tornou uma figura favorita entre os trabalhadores pobres e virou uma poderosa líder política, mesmo sem nunca ter ocupado qualquer cargo no governo. Evita estabeleceu uma organização que abriu milhares de hospitais, escolas, orfanatos, lares para idosos e outras instituições de caridade. Também organizou as trabalhadoras e obteve para as mulheres o direito de votar.

Perón foi reeleito em 1951. Eva morreu em 26 de julho de 1952, mas continuou sendo uma influência inspiradora na política argentina. As classes trabalhadoras continuaram a reverenciá-la, ao mesmo tempo em que a população demonstrava uma insatisfação cada vez maior com a presidência de Juan. Muitos se opunham à corrupção e à opressão de seu comando. Em 19 de setembro de 1955, o governo de Perón foi derrubado por um grupo de oficiais militares.

O ex-presidente fugiu para o Paraguai e por fim se estabeleceu na Espanha, onde, em 1961, casou-se com a dançarina Isabel Martínez. Na Espanha, Perón continuou a trabalhar por seus milhões de seguidores, conhecidos como peronistas. O movimento peronista manteve-se forte na política argentina durante o exílio de Perón e ajudou a pavimentar o caminho para seu retorno.

Em março de 1971, o governo militar do general Alejandro Lanusse subiu ao poder e permitiu que os partidos políticos, incluindo o partido peronista, fossem restabelecidos.

Nas eleições de março de 1973, os candidatos peronistas conquistaram a maioria dos assentos na legislatura e também reivindicaram a presidência. Em junho, Perón foi recebido de volta na Argentina com grande entusiasmo; em outubro, tomou posse como presidente pela terceira vez. Apesar de não ser uma figura popular, sua esposa tornou-se vice-presidente.

Morte

Perón morreu em 1° de julho de 1974, em Buenos Aires. Sua viúva tornou-se então a primeira mulher presidente do mundo. Isabel, no entanto, não conseguiu o mesmo tipo de apoio que Eva tinha e, em 24 de março de 1976, foi deposta pelas forças armadas.

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