Juscelino Kubitschek de Oliveira, conhecido como JK, foi presidente do Brasil entre 1956 e 1961. Nascido em Diamantina, no estado de Minas Gerais, em 12 de setembro de 1902, ficou conhecido por suas ambiciosas obras públicas, especialmente pela construção da nova capital do país, Brasília.

Medicina e política

Kubitschek estudou no seminário diocesano de Diamantina. Depois cursou medicina na Universidade de Minas Gerais, graduando-se em 1927. Foi residente de cirurgia em Paris, Viena e Berlim. Tornou-se capitão-médico da polícia militar de Minas Gerais em 1932 e representou o estado na Câmara dos Deputados de 1934 a 1937 e de 1946 a 1950.

Como prefeito de Belo Horizonte (1940-1945), destacou-se no planejamento urbano e na criação de clínicas médicas e de outras instalações para serviços públicos. Como governador de Minas Gerais (1951-1955), concentrou-se na construção de rodovias, na geração de energia e no desenvolvimento da agricultura e da indústria.

A campanha de JK para presidente teve como plataforma “energia, transporte e alimentação”. Com ela, conseguiu vencer seus dois adversários, entre eles aquele que era considerado o herdeiro político do falecido presidente Getúlio Vargas.

Realizações

Enquanto esteve na presidência, Juscelino impulsionou o rápido desenvolvimento da indústria de máquinas, com a construção de hidrelétricas, de siderúrgicas e de outras indústrias pesadas. Além disso, fez construir também 18 mil quilômetros de novas estradas.

Mas, sem dúvida, seu governo ficou marcado pela transferência da capital do Brasil do Rio de Janeiro para o planalto Central, onde foi construída Brasília. Essa foi uma epopeia que levou grandes levas de trabalhadores para uma região até então praticamente desabitada. Em quatro anos, nasceu a cidade, projetada por Lúcio Costa e Oscar Niemeyer e situada a mais de 1.000 quilômetros da costa litorânea. A transferência estava prevista na Constituição, para constituir um motor da colonização e do desenvolvimento do vasto interior do Brasil. O preço do esforço ambicioso de desenvolvimento de Juscelino Kubitschek foi uma persistente e rápida inflação, problema agravado pela necessidade de gastar grandes somas de dinheiro para a recuperação da região Nordeste, atingida pela seca.

Exílio e morte

Eleito para o Senado, em 1962, Juscelino tornou-se presidente do Partido Social Democrata em 1964. A junta militar que tomou o poder no país naquele mesmo ano forçou-o ao exílio. JK retornou ao Brasil em 1967, para tornar-se banqueiro. Morreu em um acidente de carro, em 22 de agosto de 1976, próximo a Resende, no Rio de Janeiro. Ficou no ar a suspeita de que o acidente tivesse sido forjado.

Juscelino Kubitschek foi casado com Sarah Kubitschek de Oliveira e deixou duas filhas.

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