A Líbia é um país do norte da África. O petróleo, que lá é encontrado em grande quantidade, gerou muita riqueza para a nação. Trípoli é a capital e também a maior cidade da Líbia. O país tem 6.244.000 habitantes (estimativa de 2014) e sua área é de 1.676.198 km2.

Geografia

A Líbia faz fronteira com a Tunísia, a Argélia, o Níger, o Chade, o Sudão e o Egito. Ao norte, é banhada pelo mar Mediterrâneo.

O país situa-se no Saara, o maior deserto do mundo. Rochas nuas e areia compõem praticamente toda a sua paisagem, embora existam alguns oásis, que são pequenas áreas com presença de água e vegetação no meio do deserto. A maior parte da população e das áreas de cultivo encontra-se no noroeste, próximo ao litoral. No nordeste, erguem-se montanhas.

O clima do país é predominantemente quente e seco. Apenas o litoral tem invernos mais frios e chuvosos. Os leitos dos rios ficam secos durante a maior parte do ano. Para resolver o problema de fornecimento de água e irrigar terras agrícolas, a Líbia desenvolveu um grande projeto chamado O Grande Rio Artificial, em que a água subterrânea do deserto é extraída e canalizada para as cidades costeiras por meio de uma rede de tubulações.

Flora e fauna

Na Líbia existe pouca vegetação. Entre os animais estão a hiena, a raposa, roedores do deserto, o chacal, a gazela e o gato-selvagem, bem como a águia, o gavião e o abutre.

População

A população da Líbia é árabe na maioria, mas já foi predominantemente berbere no passado. Hoje, os berberes adotaram a cultura árabe. Há também pequenos grupos de africanos de outras regiões do continente, italianos, gregos e outros povos. A língua principal é o árabe, e a maioria dos líbios é muçulmana, pertencente à corrente do islamismo conhecida como suna.

Economia

A economia da Líbia é baseada na exploração do petróleo, que é vendido a outros países. Existem também grandes reservas de gás natural e minério de ferro. Boa parte da população trabalha com prestação de serviços no setor público, no atendimento à saúde e no setor financeiro. A indústria produz metais, gêneros alimentícios, cimento e produtos químicos.

A agricultura tem importância menor na economia do país, sendo os principais produtos a melancia, a batata, a cebola, o tomate e a tâmara. Também há criação de cabras e de ovelhas.

História

No passado, a Líbia esteve sob o domínio de diversos povos, entre eles africanos, gregos e fenícios. No século II a.C., os antigos romanos fizeram da região parte de seu império. Em 642 d.C., tropas árabes instalaram-se ali. Muitos berberes converteram-se ao islamismo. No início do século XVI, o Império Otomano conquistou a região.

Os italianos invadiram a Líbia em 1911, mas os líbios nunca aceitaram seu domínio. Na Segunda Guerra Mundial, que terminou em 1945, a Itália perdeu o controle do país.

Em 1951 a Líbia tornou-se uma monarquia independente, forma de governo em que o chefe de estado é um rei ou uma rainha. Em 1969, no entanto, um grupo de oficiais do exército liderado pelo coronel Muammar al-Kadhafi destituiu o rei. Kadhafi passou a governar a Líbia e, em 1977, mudou o nome oficial do Estado para Jamairia Árabe Popular Socialista da Líbia. “Jamairia” significa “confraria”.

Na década de 1950, a Líbia descobriu reservas de petróleo em seu território e passou a investir seus rendimentos na construção de casas, estradas, escolas e poder militar. Diversos países acusaram Kadhafi de apoiar grupos terroristas que faziam ataques a Israel.

Em 1988, terroristas explodiram um avião americano sobre a cidade de Lockerbie, na Escócia, matando 270 pessoas. Durante anos, Kadhafi protegeu dois líbios acusados do atentado. Como resposta, a ONU boicotou as relações comerciais internacionais com a Líbia. Em 1999, Kadhafi finalmente permitiu que os acusados fossem a julgamento, e um tribunal escocês considerou um deles culpado. Em 2003, a ONU liberou o comércio de outros países com a Líbia.

Em fevereiro de 2011, muitas pessoas no país começaram a organizar protestos contra Kadhafi. Elas pediam a renúncia do líder, mas ele se recusou a deixar o poder. As forças do governo líbio enfrentaram os rebeldes, e milhares de pessoas tentaram fugir para a Tunísia e o Egito. Forças rebeldes em muitas áreas do país começaram a contra-atacar; em agosto, elas invadiram o quartel-general de Kadhafi, em Trípoli. Em outubro, as forças rebeldes prenderam e mataram Kadhafi.

Translate this page

Choose a language from the menu above to view a computer-translated version of this page. Please note: Text within images is not translated, some features may not work properly after translation, and the translation may not accurately convey the intended meaning. Britannica does not review the converted text.

After translating an article, all tools except font up/font down will be disabled. To re-enable the tools or to convert back to English, click "view original" on the Google Translate toolbar.