Lamartine Babo, ou Lalá, nascido Lamartine de Azeredo Babo, foi um importante compositor da música popular brasileira, autor de marchinhas de Carnaval, como “O teu cabelo não nega” e “Linda morena”. Nasceu no Rio de Janeiro, no dia 10 de janeiro de 1904, e morreu na mesma cidade, no dia 16 de junho de 1963.

Lamartine Babo compôs sua primeira música aos 14 anos: a valsa “Torturas do amor”. Aos 16, criou a opereta Cibele e, ainda no colégio, chegou a arriscar algumas peças sacras, além de um foxtrote, “Pandorama”, que fez para provar aos colegas que conseguia compor uma música só com as notas sol, dó e mi.

Nos anos 1920, começou a sair em blocos de carnaval e a compor as marchinhas que lhe deram fama nacional. Nessa época, por seu talento com piadas e trocadilhos, Lalá passou a escrever para revistas humorísticas, usando vários pseudônimos, isto é, nomes inventados para ocultar seu nome verdadeiro. Em 1924, deixou o emprego numa companhia de seguros e foi viver do teatro musicado. No ano de 1929, entrou para o rádio, onde cantava, fazia esquetes (encenações rápidas) e contava piadas. Um ano depois Babo já tinha seu próprio programa, “Horas Lamartinescas”.

Fanático torcedor do América Futebol Clube, do Rio de Janeiro, em 1949 ele impôs-se como tarefa, em seu programa de rádio “Trem da Alegria”, compor hinos para os onze times participantes do Campeonato Carioca de Futebol daquele ano. Hinos que até hoje são cantados pelas torcidas do América, Vasco da Gama, Fluminense, Flamengo, Botafogo, Bangu, São Cristóvão, Madureira, Olaria, Bonsucesso e Canto do Rio.

Lamartine Babo é autor de músicas conhecidas como “Lua cor de prata”, “Serra da Boa Esperança” e “Eu sonhei que tu estavas tão linda” (com Francisco Mattoso). É dele também o clássico das festas juninas “Chegou a hora da fogueira”. Porém, é pelas marchinhas carnavalescas, nas quais usou toda a sua irreverência e facilidade com trocadilhos, que é lembrado até hoje.

Em 1981, a escola de samba Imperatriz Leopoldinense conquistou seu segundo campeonato (o primeiro havia sido no ano anterior) com o enredo “O teu cabelo não nega”, em homenagem ao compositor. O mesmo título foi usado num espetáculo que reverenciava Lalá, montado em 1963 por Carlos Machado, que ele ajudou a montar, mas não viu estrear. Lamartine Babo morreu poucos dias antes, de infarto, talvez provocado pela emoção da homenagem.

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