Luís Vaz de Camões é o mais reconhecido escritor português de todos os tempos, sendo considerado um gênio da literatura universal. Ele é o autor do poema épico Os lusíadas, que celebra feitos heroicos e personagens marcantes da história de Portugal.

Onde Camões viveu

Filho de família fidalga, mas empobrecida, Camões nasceu em Lisboa por volta de 1525. Na juventude, teria estudado na Universidade de Coimbra. Em Lisboa, frequentou a corte como cavaleiro fidalgo. Com seus dotes poéticos, conquistou corações femininos, mas também inimizades.

Lutou como soldado em Ceuta, no norte da África. Ficou cego do olho direito num combate contra os mouros. Mais tarde, já de volta a Lisboa, feriu um oponente numa disputa. Para se livrar da prisão, partiu para a Índia, onde participou de expedições militares e se tornou funcionário do governo. Sofreu um naufrágio na foz do rio Mekong (no atual Vietnã), mas conseguiu se salvar. Salvou, também o manuscrito de Os lusíadas. Pobre e doente, voltou a Portugal em 1570, com aproximadamente 45 anos. Dois anos depois, em 1572, publicou o poema épico que lhe daria fama e glória depois da morte.

Apesar de ter recebido uma pequena pensão do rei dom Sebastião “pelo livro que fez das cousas da Índia”, viveu os últimos anos de sua vida em extrema pobreza. Morreu em Lisboa, em 1580, ano em que Filipe II da Espanha se tornou rei de Portugal.

O que escreveu

Os lusíadas foi a única obra de Camões publicada durante sua vida. Com esse livro, ele alcançou a glória literária, sendo colocado no mesmo nível que Miguel de Cervantes (em língua espanhola), William Shakespeare (em língua inglesa) e Dante Alighieri (em língua italiana).

Mas ele escreveu muitos poemas líricos, reunidos no volume Rimas (publicado em 1595), e peças de teatro (Anfitriões, Filodemo, El rei Seleuco). Seus textos vêm sendo constantemente reeditados desde o final do século XVI. Camões está traduzido em muitas línguas modernas (inglês, francês, espanhol, italiano, polonês, russo, húngaro, dinamarquês, entre outras). Conta também com versões em latim. A obra de Camões continua a ser lida até hoje. Seus versos épicos e seus poemas líricos são sempre incluídos nas antologias de poesia em Portugal e no Brasil.

Camões morreu em 10 de junho de 1580. Todo ano, nessa data, é celebrado o Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas, em homenagem a ele. É a data mais importante entre os feriados do calendário nacional português.

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