Lygia Fagundes Telles é uma grande escritora brasileira. Ocupa, desde 1985, a cadeira número 16 da Academia Brasileira de Letras (ABL). Seus romances e seus contos retratam os conflitos do cotidiano urbano, em geral a partir do ponto de vista feminino.

Lygia Fagundes Telles nasceu na cidade de São Paulo, em 19 de abril de 1923. Seu pai era promotor público e, durante a infância da escritora, trabalhou em várias cidades do interior paulista. Por isso, em seus primeiros anos de vida, Lygia morou em Sertãozinho, Itatinga, Assis, Apiaí e Descalvado. Impressionada com as histórias contadas pelas empregadas da família, começou a escrever seus primeiros contos nas páginas finais dos cadernos escolares.

A família de Lygia voltou a São Paulo na década de 1930. Em 1938, com 15 anos, Lygia publicou seu primeiro livro de contos, patrocinada pelo pai: Porões e sobrados. Ao terminar o curso fundamental, na Escola Caetano de Campos, ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Ao mesmo tempo, cursou a Escola Superior de Educação Física, na mesma universidade.

Durante a faculdade, frequentava as rodas literárias que se reuniam nos bares do centro de São Paulo. Tornou-se amiga, nessa época, de Mário de Andrade e Oswald de Andrade.

Em 1944, Lygia lançou seu segundo livro de contos, Praia viva, alcançando sucesso editorial. Formou-se em direito dois anos mais tarde e tentou a vida como advogada. Em 1950, casou-se com um antigo professor da faculdade, o jurista e então deputado federal Goffredo da Silva Telles Júnior, com quem teve seu único filho, Goffredo da Silva Telles Neto.

Em 1952, começou a escrever o romance Ciranda de pedra, livro que foi lançado três anos mais tarde. Em 1960 separou-se do marido e, no ano seguinte, assumiu o cargo de procuradora do Instituto da Previdência do Estado de São Paulo. Em 1963, casou-se com o crítico de cinema Paulo Emílio Salles Gomes e publicou Verão no aquário.

No romance As meninas, lançado em 1973, Lygia colocou-se claramente contra o regime militar. Três anos depois, integrou um grupo de intelectuais que foi à Brasília entregar um manifesto contra a censura, o Manifesto dos mil.

Em 1969, Lygia recebeu o Prêmio Internacional de Contos Estrangeiros em Cannes, na França, com Antes do baile verde. Com As meninas (1973) ganhou o prêmio Coelho Neto da ABL, o Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, e o de melhor livro de ficção, da Associação Paulista de Críticos de Arte. Na década de 1980, Lygia Fagundes Telles tornou-se a terceira mulher a ser eleita para a Academia Brasileira de Letras (as primeiras foram Rachel de Queiroz e Dinah de Silveira de Queiroz). Em 2005, a escritora foi agraciada com o Prêmio Camões, o mais importante da literatura em língua portuguesa.

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