Capital do estado do Amazonas, Manaus está situada na margem esquerda do rio Negro, numa região de muitos igarapés, a partir dos quais se podem fazer belos passeios pela floresta Amazônica.

Geografia

Próximo a Manaus, há o famoso encontro das águas do rio Negro (escuras e transparentes) com as do rio Amazonas (amareladas e barrentas). Passeios de barco levam os turistas para apreciar os dois tipos de água que se encontram e fluem paralelos por quilômetros, antes de se misturar.

No centro da cidade, próximo ao porto, encontram-se belos sobrados e o Teatro Amazonas, construídos no Ciclo da Borracha. Ao longo do rio Negro, há muitos bairros pobres, com casas sobre palafitas (estacas de madeira) para que a água não as invada.

Economia

Manaus tem uma economia diversificada, graças à zona franca (área isenta de impostos sobre a produção e comércio) que existe ali. A instalação da zona franca produziu uma série de mudanças na economia da cidade: as fábricas de castanha-do-pará e borracha, o moinho de trigo e a refinaria de petróleo que existiam foram modernizados. Foram criadas fábricas de produtos eletrônicos, tecelagem de juta e compensados, bem como uma siderúrgica (fábrica de ferro e aço). Atualmente, existem dez pólos industriais em Manaus: eletroeletrônico; termoplástico; relojoeiro; óptico; metalúrgico; químico; de informática; de motos e bicicletas; de canetas e isqueiros; e de brinquedos. Cerca de quinhentas fábricas nacionais e multinacionais geram aproximadamente 100 mil empregos na capital do Amazonas e 400 mil empregos indiretos em todo o país.

História

A região onde está Manaus abrigava originalmente uma aldeia dos índios manaós. Em 1669, os portugueses construíram ali a Fortaleza de São José do Rio Negro, com o objetivo de impedir a entrada dos espanhóis que vinham dos Andes. A área era estratégica, por se localizar na confluência dos rios Amazonas, Negro, Madeira e Purus. Por volta de 1750, o pequeno povoado foi denominado Barra do Rio Negro. Nessa época, seus habitantes produziam algodão, cacau, castanha-do-pará, fumo e café. Em 1883, o local foi elevado à categoria de vila e recebeu o nome Manaus, em referência aos manaós.

Nessa época, a região Norte vivia o Ciclo da Borracha (1877-1913), quando o Brasil exportava o látex coletado dos seringais da Amazônia para o mundo todo. Foi uma época de riqueza para Manaus. Com o fim do ciclo, porém, a cidade entrou em decadência. Mas em 1967 a cidade foi transformada em zona franca e a economia voltou a crescer, com a instalação dos polos industriais já mencionados.

De lá para cá, a população da cidade se multiplicou e Manaus tornou-se uma metrópole. A cidade tem hoje 1.802.525 habitantes e é sede de uma região metropolitana com treze municípios e 2.210.825 habitantes (censo de 2010). A maioria da população é constituída de caboclos (mestiços de índio com branco), também chamados curibocas.

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