O profeta Maomé foi o fundador da religião chamada islamismo, cujos seguidores, os muçulmanos, acreditam que ele recebeu mensagens de Alá (Deus). Essas mensagens foram posteriormente reunidas no Alcorão, o livro sagrado do islamismo.

Infância e juventude

Maomé nasceu na cidade árabe de Meca (na atual Arábia Saudita) mais ou menos em 570. Perdeu o pai antes de nascer e a mãe quando estava com 6 anos. Foi criado pelo avô e depois pelo tio.

Por volta dos 25 anos, ele se casou com uma viúva rica e quinze anos mais velha, chamada Cadidja. O casamento ajudou-o a adquirir fortuna e posição social e lhe deu seis filhos. Embora muitos homens da época tivessem mais de uma mulher, Cadidja foi a única mulher de Maomé até a morte dela.

Primeiros tempos do islamismo

Segundo a tradição, por volta de 610 Maomé teve uma visão (que acreditou ter sido do anjo Gabriel) e ouviu uma voz lhe dizer: “És o mensageiro de Deus”. Em várias ocasiões durante o resto da vida, ele recebeu mensagens verbais que acreditava virem diretamente de Deus.

Maomé começou a pregar em Meca por volta do ano 613. Dizia às pessoas que, diferentemente da prática árabe de cultuar muitos deuses, elas deviam cultuar uma única divindade. Além disso, ele dizia que as pessoas deviam ser generosas, pois assim manifestavam sua gratidão a Deus. Essa nova religião pregada por ele passou a ser chamada islã, que significa “submissão a Deus”.

A saída de Meca

Em Meca, muitas pessoas eram contra a nova religião. As que acreditavam em muitos deuses temiam a destruição dos seus locais sagrados. Os comerciantes repudiavam Maomé porque ele criticava a sua ganância.

Maomé se preocupava com a possibilidade de que seus inimigos prejudicassem ele e os seus seguidores, e assim incentivou-os a migrar para uma cidade vizinha, Medina. O próprio Maomé foi para Medina no dia 24 de setembro de 622, considerada a data de início da história do islamismo. A viagem de Maomé a Medina é conhecida como hégira (que significa “fuga” ou “saída”).

A união das tribos

A maioria dos árabes da época fazia parte de grandes grupos chamados tribos. Maomé estava determinado a unir as tribos árabes sob o islamismo. Ele achava que, unindo-as, seria possível usar a força militar conjunta dessas tribos para disseminar sua religião para outras áreas.

A fim de atingir esse objetivo, Maomé precisava ganhar o apoio de Meca. A partir de 622, ele e seus seguidores lutaram em vários combates contra forças de Meca. Na época em que Maomé e suas forças entraram em Meca, em 630, muitos cidadãos notáveis já haviam se mudado para Medina a fim de se tornar muçulmanos. Meca se entregou sem grande resistência.

Maomé morreu no dia 8 de junho de 632, em Medina, deixando a maior parte da Arábia unida e pronta para disseminar sua crença. Mas depois da sua morte seus seguidores não entraram em acordo quanto a quem devia liderá-los. Isso levou ao desmembramento do islamismo em diferentes ramos.

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