Localizado na região Nordeste, o estado do Maranhão (sigla: MA) tem, em seu território, a transição do sertão nordestino para a Amazônia. Sua capital é São Luís. A população do estado é de 6.569.683 habitantes (censo de 2010), numa área de 331.983 km2.

Geografia

O Maranhão faz divisa com os estados do Piauí (a leste), Tocantins (ao sul e a sudoeste) e Pará (a oeste). Ao norte, tem como limite o oceano Atlântico.

O clima predominante é o tropical. O relevo é formado pela planície litorânea e pelo planalto com regiões planas. A planície é formada de extensas praias, grandes áreas de dunas de areia e baixadas alagadiças. O planalto é composto de chapadas com escarpas.

Localizado na fronteira com o Piauí, o rio Parnaíba é o maior do estado. Outros rios importantes são o Gurupi, o Grajaú, o Mearim, o Itapecuru, o Pindaré e o Turiaçu.

O estado é cortado pela Rodovia Belém–Brasília, que passa na cidade de Imperatriz, e pela Transamazônica, na altura de Porto Franco.

Arquitetura e cultura

O Maranhão possui inúmeros monumentos históricos e casas tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) devido ao seu valor histórico e artístico. A maior parte dessas construções se encontra na capital, São Luís, e na cidade de Alcântara, que fica na ilha de mesmo nome. São obras do período colonial, de forte influência portuguesa: as paredes externas são revestidas de azulejos coloridos vindos de Portugal, com desenhos figurativos ou geométricos.

Além disso, na capital maranhense há belíssimas igrejas — como a Capela de São José e a Catedral Nossa Senhora da Vitória —, praças (João Francisco Lisboa e Gonçalves Dias), além da fonte do Ribeirão e da Quinta das Laranjeiras, que representam um documento arquitetônico e paisagístico do final dos séculos XVIII e XIX no estado.

O Maranhão, como tantos outros estados brasileiros, mesclou a cultura portuguesa com a africana e a indígena. De origem portuguesa, a Festa do Divino (dedicada ao Espírito Santo) de Alcântara é famosa em todo o Brasil. Também de origem portuguesa são as animadas festas juninas, que se realizam no mesmo mês do Tambor da Crioula (de origem africana) e do boi-bumbá, em junho.

Fauna e flora

O Maranhão é o único estado nordestino que tem parte de seu território coberto pela floresta Amazônica, que ocupa quase todo o noroeste. Nessas matas, é abundante a presença da palmeira de babaçu.

O Cerrado é o bioma que cobre o oeste e o sul do estado. No litoral, a vegetação é variada: campos inundáveis, manguezais e formações arbustivas.

A fauna do estado é rica e abundante. Na área dos Lençóis Maranhenses, por exemplo, há grande diversidade de aves, como tetéus, garças, marrecas-de-asa-azul, paturis e gaivotas. Criado em 1981, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, localizado entre as cidades de Primeira Cruz e Barreirinhas, é um paraíso ecológico. São 155 mil hectares de dunas de até 20 metros de altura (chamadas de “morrarias” pelos habitantes locais), lagoas e manguezais.

População

Cerca de 60 por cento da população do Maranhão vive na zona rural. A maioria dos habitantes se concentra em torno do golfo maranhense e ao sul dele, nos vales dos rios Mearim, Pindaré, Itapecuru e Grajaú. As demais áreas do estado são pouco povoadas.

A população é constituída por negros, mulatos, brancos e indígenas remanescentes dos grupos tupis (guajajara, guajá e caapor) e jês (gavião e canela).

Os descendentes de africanos formam a maioria da população. Foram trazidos como escravos, da Costa da Mina e da Guiné, entre os séculos XVIII e XIX. A influência africana está presente em vários aspectos da cultura, como a culinária, a religião, as festas populares e a música.

A população branca é quase toda descendente de portugueses, em especial das ilhas dos Açores e da região de Trás-os-Montes, no norte de Portugal. No século XX, houve imigração significativa de sírios e libaneses.

Economia

O extrativismo de palmeiras é uma das atividades econômicas mais importantes do Maranhão. O babaçu e a carnaúba são as palmeiras mais importantes economicamente.

Do babaçu, tudo se aproveita: a folha é empregada em telhados e no artesanato; o caule, em adubo e construções; a casca do coco serve como fonte de energia combustível; e da amêndoa do coco se faz óleo para alimentação, combustível (biodiesel, ou óleo diesel da natureza), sabão e lubrificante.

Conhecida como “árvore da vida”, a carnaúba é tão importante e versátil quando o babaçu. O tronco é usado na construção, com a polpa da fruta se faz farinha, com a amêndoa torrada e moída se faz um cafezinho e das folhas se faz a cera, que tem mil e uma utilidades, sendo usada até em chips de computador, como isolante térmico. O Brasil é o único produtor mundial de cera de carnaúba e tem exportado para vários países.

A indústria de transformação do alumínio, as culturas de soja, mandioca, arroz e milho e a pecuária estão entre as bases da economia. Além disso, há exploração de sal marinho e garimpo de ouro e diamantes na área do baixo rio Gurupi.

Outro destaque é o turismo ecológico, importante fonte de renda para várias regiões.

História

Os espanhóis foram os primeiros europeus a pisar no Maranhão, em 1500. Em 1533, os portugueses tentaram, pela primeira vez, ocupar o território, mas não obtiveram êxito. O primeiro assentamento europeu se deu apenas em 1612, quando os franceses fundaram a cidade de São Luís. Três anos depois, os portugueses expulsaram os invasores franceses e começaram a colonizar a região.

Em 1621, foi criada pelo governo português a capitania do Maranhão e Grão-Pará. O principal objetivo da medida era melhorar as defesas da costa e os contatos com a metrópole (Lisboa).

Um século e meio mais tarde, em 1777, as capitanias do Maranhão e do Pará se separaram.

A grande influência de Portugal na região fez que o Maranhão só aceitasse a independência do Brasil após intervenção armada, em 1823. Já nessa época, a economia do estado era baseada na produção de açúcar, algodão e arroz. Com a abolição da escravatura, o estado enfrentou um período de decadência econômica, atenuado apenas no final da primeira década do século XX, com o início do processo de industrialização da região.

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