Martin Luther King, Jr. foi um líder negro norte-americano. Ele dirigiu o Movimento pelos Direitos Civis nos Estados Unidos, usando métodos pacíficos e protestos não violentos para conseguir direitos iguais para os afro-americanos. Foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz em 1964.

Juventude

King nasceu em Atlanta, no estado da Geórgia, nos Estados Unidos, em 15 de janeiro de 1929. Seu pai era um pastor protestante batista. Aos 15 anos, ingressou na Faculdade Morehouse, em Atlanta. Formou-se em 1948.

Estudou por três anos em um seminário (escola para formar religiosos) no estado da Pensilvânia. Foi lá que entrou em contato com as ideias de protesto não violento. Mais tarde, graduou-se pela Universidade de Boston, em Massachusetts, em 1955. Na época em que residiu na cidade, conheceu Coretta Scott, com quem se casou em 1953. O casal teve quatro filhos.

Movimento pelos direitos civis

Em 1954, King tornou-se pastor de uma igreja protestante em Montgomery, no Alabama. Em dezembro de 1955, uma mulher negra norte-americana chamada Rosa Parks se recusou a ceder seu assento em um ônibus de Montgomery para um homem branco. Ela foi presa por desobedecer à lei de segregação racial. Leis como essa existiam para manter os negros e os brancos separados. Para protestar contra a prisão de Parks, King encorajou os afro-americanos a não usar os ônibus urbanos. A iniciativa, que ficou conhecida como “boicote aos ônibus de Montgomery”, foi bem-sucedida e deu grande prejuízo à empresa de ônibus. Em 1956, a Suprema Corte dos EUA proibiu a segregação racial no transporte público.

O movimento contra a segregação foi ganhando corpo. Em 1958, King organizou um grupo chamado Conferência da Liderança Sul-Cristã (CLSC), que comandou muitos protestos não violentos contra a segregação.

Em agosto de 1963, King e outros líderes reuniram cerca de 250 mil pessoas para um encontro chamado Marcha sobre Washington. Lá, ele fez um discurso que se tornou famoso: “Eu tenho um sonho”.

As ações de King ajudaram a aprovar o Ato de Direitos Civis, de 1964. Em 1965, ele liderou um protesto em Selma, no Alabama, em apoio ao direito a voto para os afro-americanos. Logo depois foi aprovado o Ato do Direito de Voto, de 1965.

Últimos anos

Em 1966, King voltou-se para outros problemas. Combateu o racismo nas cidades do norte dos Estados Unidos e criticou a guerra do Vietnã. Planejou também a Caravana dos Pobres rumo a Washington.

Em 1968, foi para Memphis, no estado do Tennessee, para ajudar os trabalhadores municipais que estavam em greve. No dia 4 de abril, um homem branco matou-o a tiros. King tinha apenas 39 anos de idade.

Sua reputação cresceu após sua morte. Em 1983, os Estados Unidos aprovaram oficialmente a criação do Martin Luther King, Jr. Day, feriado em homenagem ao ativista que é celebrado na terceira segunda-feira de janeiro.

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