Martins Pena é visto como o fundador do teatro brasileiro. Foi autor de breves comédias sobre os costumes brasileiros, geralmente concentradas em um único ato de poucas cenas. Foi um autor de teatro inovador, porque eram tempos de pleno romantismo, e ele chegou a um realismo simples. Fazia um retrato do Brasil e de sua classe média, uma caricatura da corrupção e do nada romântico amor ao dinheiro.

Como viveu o autor

Luís Carlos Martins Pena nasceu no Rio de Janeiro, em 5 de novembro de 1815, filho de João Carlos Martins Pena e de Francisca de Paula Julieta Pena. Seu pai morreu quando ele tinha 1 ano de idade. Sua mãe também faleceu, quando o menino fez 10 anos. Seu padrasto deixou a responsabilidade de sua instrução para os tutores (espécie de professores particulares), que o educaram para o trabalho no comércio. Assim, ele começou o curso comercial em 1832, com 17 anos, e formou-se em 1835.

Martins Pena decidiu seguir sua vontade e ingressou na Academia Imperial de Belas-Artes, estudando arquitetura, estatuária, desenho e música. Em paralelo, dedicava-se ao estudo também de literatura, teatro, línguas e história.

Para sobreviver, Martins Pena foi trabalhar no Ministério dos Negócios Estrangeiros, a partir de 1838. Mas, para viver, mergulhou no teatro. De 1844 a 1846, sua atividade foi tão intensa que escreveu dezessete comédias.

Obras

Sua primeira peça teatral, O juiz de paz da roça, foi escrita quando Martins Pena tinha ainda 18 anos, mas levada ao palco cinco anos depois, em 1938. E fez sucesso.

Em 1845 estrearam três de suas melhores comédias: O noviço, O inglês maquinista e Quem casa quer casa.

Martins Pena escrevia também críticas teatrais no Jornal do Commercio. Todos esses textos foram reunidos em um livro, Folhetins – A semana lírica, só editado em 1960.

Em 1847, Martins Pena foi nomeado adido da legação diplomática brasileira em Londres. Sofreu com o clima e contraiu tuberculose. Decidiu voltar ao Brasil, mas morreu no meio do caminho, em Lisboa, no dia 7 de dezembro de 1848. Tinha apenas 33 anos.

Até hoje suas peças fazem sucesso e continuam a ser representadas. Retratam fielmente (embora de forma caricatural) as situações e a linguagem brasileiras cotidianas. Ele criou um teatro nacional e popular, levando o público ao riso crítico sobre suas próprias mazelas.

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