Considerado o “rei da música pop”, Michael Jackson foi um dos artistas americanos de maior sucesso na história da música popular mundial. Cantor, compositor, produtor, poeta, dançarino, coreógrafo, ator, empresário, filantropo e ativista pela paz, tudo isso ele foi.

Início em família

Michael Jackson nasceu em 1958, na cidade de Gary, no estado de Indiana, nos Estados Unidos. Era o oitavo filho de dez. Em 1964, com 6 anos, ingressou no grupo Jackson Five, formado por quatro de seus irmãos mais ele próprio. Começaram animando bailes, mas logo ampliaram seu público.

Em 1968, assinaram contrato com a Motown, na época a maior gravadora de artistas negros dos EUA. Até 1975, gravaram uma série de álbuns de sucesso. Michael Jackson, o irmão caçula, tornou-se o destaque do grupo, chamando a atenção do público por sua voz especial e por sua desenvoltura.

Em 1976, os irmãos mudaram de gravadora e de nome, passando a se chamar The Jacksons, e alcançaram sucesso internacional. Michael Jackson, que começava a deslanchar como solista, deixou o grupo em 1984. Tinha 26 anos.

O rei do pop

Ainda na Motown, Michael Jackson gravou como solista alguns discos de certo êxito. Mas foi a partir de 1979 que sua carreira como compositor, cantor e dançarino deslanchou internacionalmente, com o álbum Off the wall e o sucesso da música “Don’t Stop ʿtil You Get Enough”, que vendeu mais de 20 milhões de exemplares no mundo inteiro.

Em 1982, o disco Thriller transformou definitivamente Michael Jackson no maior artista da história da música pop mundial. Produzido pelo compositor e arranjador Quincy Jones, vendeu mais de 110 milhões de exemplares no planeta, tornando-se o maior campeão de vendagem de discos de todos os tempos. Sete de suas faixas, entre elas “Billie Jean”, “Thriller” e “Beat It”, foram lançadas em discos compactos (singles).

Em 1985, Jackson compôs e gravou com vários artistas a canção “We Are the World”. Com ela, arrecadaram fundos para combater a pobreza na África e tiveram grande êxito internacional. Depois disso, Michael Jackson ainda lançou quatro novos álbuns: Bad (1987), Dangerous (1991), HIStory: Past, Present, and Future, Book 1 (1995) e Invincible (2001). Porém, apesar de algumas músicas de muito sucesso, eles não alcançaram a popularidade dos álbuns anteriores.

Os últimos anos

A partir da década de 1990, Michael Jackson começou a ter um comportamento considerado excêntrico. Seu modo de vida isolado, as mudanças de sua aparência física por causa do vitiligo (doença que muda a pigmentação e, portanto, a cor da pele) e seus casamentos lhe trouxeram problemas. Ele acabou se envolvendo em uma série de polêmicas na vida pessoal e em processos na justiça, que acabaram por desgastar sua imagem e sua carreira. Quanto de tudo isso foi inventado e aumentado pela imprensa é difícil dizer.

O anúncio de sua volta aos palcos em Londres, em 2009, com o espetáculo This Is It, entusiasmou o público. No entanto, o excesso de medicamentos que ingeria acabou por matá-lo. Michael Jackson morreu em 25 de junho de 2009, poucas semanas antes de estrear essa nova série de apresentações.

O legado

A influência de Michael Jackson na evolução da cultura pop dos últimos quarenta anos é inegável e inestimável. No começo dos anos 1980, ele revolucionou o modo de filmar e editar vídeos de músicas com o clipe da canção “Thriller”, realizado por John Landis, um curta-metragem de catorze minutos de duração com roteiro, coreografias e efeitos especiais.

Jackson recriou o moonwalk, passo de dança que consiste em deslizar os pés no chão para a frente mas como se estivesse andando para trás — e que se tornou sua marca, assim como a maneira de cantar, entremeando o canto com rápidos efeitos de respiração e emissão vocal que acompanham a batida da música.

O estilo de Michael Jackson continua a inspirar inúmeros artistas internacionais de sucesso, e sua figura, pela importância e pelo impacto, tende a se tornar um mito.

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